Caras e caros,
O destaque do artigo "Implantação da República Portuguesa" na Wikipédia atraiu a atenção de alguns usuários pouco frequentes, como foi o caso do Lourenço Almada, que, apesar de ver as suas edições sucessivamente revertidas, insistiu em fazer e voltar a fazer alterações ao texto deste artigo e do artigo "República".
Isso levou-me a colocar um aviso na sua página de discussão, mas, após a troca de algumas mensagens, e numa atitude integradora e de busca incessante do consenso, acabei por sugerir-lhe que, em conjunto, trabalhássemos na remodelação do artigo "República" que, segundo ele, era excessivamente parcial. Logo nas primeiras trocas de impressões, o Lourenço admitiu ser adepto da monarquia (o que, diga-se, não é defeito) e entender a Wikipédia como um meio para "repor a verdade", nas palavras dele (isto é que já pode ser...).
Ora apesar de se ter iniciado uma discussão sobre o assunto na página de discussão, o Lourenço decidiu substituir o parágrafo introdutório do artigo "República". A nova redacção, na minha opinião, não reflecte de forma alguma o conceito actual da palavra República, antes remete para uma definição histórica, que, apesar de poder ser querida aos monárquicos, caiu completamente em desuso nos últimos 200 anos.
Eu, pela minha parte, refreei o instinto de reverter esta edição, apesar de constituir POV, e comecei uma longa tentativa de desmontagem da sua argumentação, citando inclusive os exemplos de outras Wikipédias, e propondo um texto alternativo. O Lourenço Almada tem-se comportado como dono da verdade e recusa "em absoluto" o que proponho. Estamos num impasse!
Como, de certa forma, isto está relacionado com a reformulação do artigo "Implantação da República Portuguesa" (mesmo que indirectamente) trago a questão a esta lista, na expectativa de alguém querer intervir na página de discussão, para "desencalhar" o assunto.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Discuss%C3%A3o:Rep%C3%BAblica
Obrigado e um abraço, Manuel de Sousa AEP Options Soluções para Empreendedores info@aepoptions.com | Tel: 22 998 12 12
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Manuel, eu admiro a tua paciência... Fui visitar a República e a respectiva discussão e fiquei nauseado! Como é possível que alguém que seja alfabetizado, no século XXI, venha dizer que a monarquia é uma forma de república?! Só porque a origem da palavra diz que o monarca é o gestor da "coisa pública"... Quantos foram os reis que realmente geriram a "coisa pública"? Quantos são os que actualmente o fazem? Nenhum.
Eu admiro a tua paciência em escrever um parágrafo dizendo que "certas pessoas" acham que... Felizmente que deixaste lá uma nota exigindo que se encontrem referências que digam que esse "achismo" é mais do que as ideias dum tal defensor da "cultura monárquica"! Não consegui escrever nada lá nessa discussão, se não ía estragar os teus "bons ofícios"... Espero que o Lourenço se "esprema" a encontrar referências FIÁVEIS para aquela "teoria"!
Agora, eu tenho dúvidas se aquela definição (a menos contestada) está correta ou completa: "...eleitos pelo Povo..." Será?... Olha o Estado Novo em Portugal: o Presidente da República era eleito pelo Povo? Mas nem por isso se podia considerar Portugal como uma monarquia... E em África, a quantidade de repúblicas - porque não são monarquias! - em que o Presidente não foi eleito pelo Povo...
Eu creio que tem que se introduzir na introdução a visão platónica do termo - afinal, parece que o termo, antes de virar latim, foi inventado pelo Platão. Ou estarei errado? Bom, essa foi outra razão para eu não participar na discussão - não sei o suficiente sobre o assunto! Gostei de teres colocado lá a referência ao Machiavel, mas não foi ele que escreveu "O Príncipe"?... A verdade é que em muitos regimes que se podem considerar monárquicos, como o Sacro Império ou o Império do Muanamotapa, os "reis" não eram filhos do anterior mas, de facto, escolhidos por um grupo de "conselheiros". Por isso, a "escolha pelo Povo" não me parece uma boa definição para a República. Mas não tenho uma melhor. Sorry...
Só quero animar-te a não desistir deste trabalho (como eu desisti do Criacionismo, depois de conseguir acabar com a guerra de edições - eu não encontro uma definição completa e isenta...), mas a tomar em consideração outros aspectos. Espero que outras pessoas contribuam para esta discussão. Abraços.
Rui Silva
No dia 13 de Outubro de 2010 18:38, Manuel de Sousa <manuel.sousa@exponor.pt
escreveu:
Caras e caros,
O destaque do artigo "Implantação da República Portuguesa" na Wikipédia atraiu a atenção de alguns usuários pouco frequentes, como foi o caso do Lourenço Almada, que, apesar de ver as suas edições sucessivamente revertidas, insistiu em fazer e voltar a fazer alterações ao texto deste artigo e do artigo "República".
Isso levou-me a colocar um aviso na sua página de discussão, mas, após a troca de algumas mensagens, e numa atitude integradora e de busca incessante do consenso, acabei por sugerir-lhe que, em conjunto, trabalhássemos na remodelação do artigo "República" que, segundo ele, era excessivamente parcial. Logo nas primeiras trocas de impressões, o Lourenço admitiu ser adepto da monarquia (o que, diga-se, não é defeito) e entender a Wikipédia como um meio para "repor a verdade", nas palavras dele (isto é que já pode ser...).
Ora apesar de se ter iniciado uma discussão sobre o assunto na página de discussão, o Lourenço decidiu substituir o parágrafo introdutório do artigo "República". A nova redacção, na minha opinião, não reflecte de forma alguma o conceito actual da palavra República, antes remete para uma definição histórica, que, apesar de poder ser querida aos monárquicos, caiu completamente em desuso nos últimos 200 anos.
Eu, pela minha parte, refreei o instinto de reverter esta edição, apesar de constituir POV, e comecei uma longa tentativa de desmontagem da sua argumentação, citando inclusive os exemplos de outras Wikipédias, e propondo um texto alternativo. O Lourenço Almada tem-se comportado como dono da verdade e recusa "em absoluto" o que proponho. Estamos num impasse!
Como, de certa forma, isto está relacionado com a reformulação do artigo "Implantação da República Portuguesa" (mesmo que indirectamente) trago a questão a esta lista, na expectativa de alguém querer intervir na página de discussão, para "desencalhar" o assunto.
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Obrigado pelas tuas simpáticas palavras, Rui.
Na verdade, há pessoas que acreditam tão veementemente nas suas "verdades" (sejam elas políticas, religiosas, futebolísticas ou outras) que se julgam dispensadas de as demonstrar factualmente, i.e. com fontes fiáveis. Acredito que o Lourenço julgue estar 100% correcto, sendo eu o intolerante! Já mo disse isso através de mensagem privada via Facebook e eu... convidei-o p/ tomar um café da próxima vez que se deslocar ao Porto! Eu contesto as ideias, não as pessoas.
Quanto a escrever ou não escrever alguma coisa na página de discussão: eu acho que escrever ajuda sempre. O Lourenço desconhece esta troca de mensagens entre nós e acho que era bom que percebesse que o que eu digo não é uma opinião pessoal minha, mas sim a aplicação (e até bastante "meiga" e paciente) das regras vigentes na Wikipédia. Por isso, se puderes, escreve qualquer coisa, mesmo que seja só para dizeres que concordas.
Sobre a definição de República: na verdade não se diz "...eleitos pelo Povo...", mas sim que "é uma forma de governo na qual um representante é escolhido pelos seus concidadãos para ser chefe de Estado durante um período limitado de tempo". Podia-se dizer que " é escolhido pelos seus concidadãos ou seus representantes", porque no Estado Novo, primeiro houve eleições presidenciais (apesar de manipuladas) e, depois do caso Humberto Delgado, o PR passou a ser eleito pela Assembleia Nacional. Mas na Assembleia estariam, podemos admitir, os representantes do povo. Tal como nos parlamentos das repúblicas do Leste Europeu, de Cuba, da China, etc. Isto tudo para dizer que república não é sinónimo de democracia mas há, mesmo que apenas teoricamente, um princípio de igualdade no acesso ao cargo público mais elevado na nação que, numa monarquia, está reservado ao filho do monarca. Há excepções, como tu referiste alguns reinos africanos tradicionais e, acrescentarei eu, o Vaticano, um estado sacerdotal monárquico.
Quanto à possível raiz grega da república, isso tem a ver com a má tradução da palavra grega "politeía". Cícero, entre outros escritores latinos, traduziu "politeía" para "res publica" que, por sua vez, passou a "república" pelos estudiosos do Renascimento. Esta não é uma tradução muito precisa e "politeía" é hoje geralmente traduzida por "forma de governo" ou "regime". No entanto, o nosso cariz conservador faz com que se mantenha a tradução original do título do grande trabalho de ciência política de Platão, "A República" -- "Politeía" no original.
Este e outros assuntos do género pretendia eu ver abordados na secção "Origem do termo" do artigo. Isto, é evidente, se pudermos descolar do parágrafo introdutório...
Um abraço e, uma vez mais, obrigado pelo incentivo.
Manuel de Sousa
From: wikimediapt-bounces@lists.wikimedia.org [mailto:wikimediapt-bounces@lists.wikimedia.org] On Behalf Of Rui Silva Sent: quinta-feira, 14 de Outubro de 2010 13:12 To: wikimediapt@lists.wikimedia.pt Subject: Re: [wikimedia-pt] Questões "republicanas"
Manuel, eu admiro a tua paciência... Fui visitar a República e a respectiva discussão e fiquei nauseado! Como é possível que alguém que seja alfabetizado, no século XXI, venha dizer que a monarquia é uma forma de república?! Só porque a origem da palavra diz que o monarca é o gestor da "coisa pública"... Quantos foram os reis que realmente geriram a "coisa pública"? Quantos são os que actualmente o fazem? Nenhum. Eu admiro a tua paciência em escrever um parágrafo dizendo que "certas pessoas" acham que... Felizmente que deixaste lá uma nota exigindo que se encontrem referências que digam que esse "achismo" é mais do que as ideias dum tal defensor da "cultura monárquica"! Não consegui escrever nada lá nessa discussão, se não ía estragar os teus "bons ofícios"... Espero que o Lourenço se "esprema" a encontrar referências FIÁVEIS para aquela "teoria"! Agora, eu tenho dúvidas se aquela definição (a menos contestada) está correta ou completa: "...eleitos pelo Povo..." Será?... Olha o Estado Novo em Portugal: o Presidente da República era eleito pelo Povo? Mas nem por isso se podia considerar Portugal como uma monarquia... E em África, a quantidade de repúblicas - porque não são monarquias! - em que o Presidente não foi eleito pelo Povo... Eu creio que tem que se introduzir na introdução a visão platónica do termo - afinal, parece que o termo, antes de virar latim, foi inventado pelo Platão. Ou estarei errado? Bom, essa foi outra razão para eu não participar na discussão - não sei o suficiente sobre o assunto! Gostei de teres colocado lá a referência ao Machiavel, mas não foi ele que escreveu "O Príncipe"?... A verdade é que em muitos regimes que se podem considerar monárquicos, como o Sacro Império ou o Império do Muanamotapa, os "reis" não eram filhos do anterior mas, de facto, escolhidos por um grupo de "conselheiros". Por isso, a "escolha pelo Povo" não me parece uma boa definição para a República. Mas não tenho uma melhor. Sorry... Só quero animar-te a não desistir deste trabalho (como eu desisti do Criacionismo, depois de conseguir acabar com a guerra de edições - eu não encontro uma definição completa e isenta...), mas a tomar em consideração outros aspectos. Espero que outras pessoas contribuam para esta discussão. Abraços. Rui Silva No dia 13 de Outubro de 2010 18:38, Manuel de Sousa manuel.sousa@exponor.pt escreveu: Caras e caros,
O destaque do artigo "Implantação da República Portuguesa" na Wikipédia atraiu a atenção de alguns usuários pouco frequentes, como foi o caso do Lourenço Almada, que, apesar de ver as suas edições sucessivamente revertidas, insistiu em fazer e voltar a fazer alterações ao texto deste artigo e do artigo "República".
Isso levou-me a colocar um aviso na sua página de discussão, mas, após a troca de algumas mensagens, e numa atitude integradora e de busca incessante do consenso, acabei por sugerir-lhe que, em conjunto, trabalhássemos na remodelação do artigo "República" que, segundo ele, era excessivamente parcial. Logo nas primeiras trocas de impressões, o Lourenço admitiu ser adepto da monarquia (o que, diga-se, não é defeito) e entender a Wikipédia como um meio para "repor a verdade", nas palavras dele (isto é que já pode ser...).
Ora apesar de se ter iniciado uma discussão sobre o assunto na página de discussão, o Lourenço decidiu substituir o parágrafo introdutório do artigo "República". A nova redacção, na minha opinião, não reflecte de forma alguma o conceito actual da palavra República, antes remete para uma definição histórica, que, apesar de poder ser querida aos monárquicos, caiu completamente em desuso nos últimos 200 anos.
Eu, pela minha parte, refreei o instinto de reverter esta edição, apesar de constituir POV, e comecei uma longa tentativa de desmontagem da sua argumentação, citando inclusive os exemplos de outras Wikipédias, e propondo um texto alternativo. O Lourenço Almada tem-se comportado como dono da verdade e recusa "em absoluto" o que proponho. Estamos num impasse!
Como, de certa forma, isto está relacionado com a reformulação do artigo "Implantação da República Portuguesa" (mesmo que indirectamente) trago a questão a esta lista, na expectativa de alguém querer intervir na página de discussão, para "desencalhar" o assunto.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Discuss%C3%A3o:Rep%C3%BAblica
Obrigado e um abraço, Manuel de Sousa
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Hehehe... Podíamos continuar a discutir aqui - no entanto, tu sabes muito mais do assunto do que eu! - e nunca acabarmos! Mas tenho a dizer-te (se calhar, já viste) que há outro usuário que mudou novamente a introdução e colocou um sumário agradável, mas eu lhe escrevi para ele colocar uma opinião na discussão. Se calhar, amanhã inda vou lá... Abraço e boa noite.
Rui Silva
No dia 14 de Outubro de 2010 18:20, Manuel de Sousa <manuel.sousa@exponor.pt
escreveu:
Obrigado pelas tuas simpáticas palavras, Rui.
Na verdade, há pessoas que acreditam tão veementemente nas suas "verdades" (sejam elas políticas, religiosas, futebolísticas ou outras) que se julgam dispensadas de as demonstrar factualmente, i.e. com fontes fiáveis. Acredito que o Lourenço julgue estar 100% correcto, sendo eu o intolerante! Já mo disse isso através de mensagem privada via Facebook e eu... convidei-o p/ tomar um café da próxima vez que se deslocar ao Porto! Eu contesto as ideias, não as pessoas.
Quanto a escrever ou não escrever alguma coisa na página de discussão: eu acho que escrever ajuda sempre. O Lourenço desconhece esta troca de mensagens entre nós e acho que era bom que percebesse que o que eu digo não é uma opinião pessoal minha, mas sim a aplicação (e até bastante "meiga" e paciente) das regras vigentes na Wikipédia. Por isso, se puderes, escreve qualquer coisa, mesmo que seja só para dizeres que concordas.
Sobre a definição de República: na verdade não se diz "...eleitos pelo Povo...", mas sim que "é uma forma de governo na qual um representante é escolhido pelos seus concidadãos para ser chefe de Estado durante um período limitado de tempo". Podia-se dizer que " é escolhido pelos seus concidadãos ou seus representantes", porque no Estado Novo, primeiro houve eleições presidenciais (apesar de manipuladas) e, depois do caso Humberto Delgado, o PR passou a ser eleito pela Assembleia Nacional. Mas na Assembleia estariam, podemos admitir, os representantes do povo. Tal como nos parlamentos das repúblicas do Leste Europeu, de Cuba, da China, etc. Isto tudo para dizer que república não é sinónimo de democracia mas há, mesmo que apenas teoricamente, um princípio de igualdade no acesso ao cargo público mais elevado na nação que, numa monarquia, está reservado ao filho do monarca. Há excepções, como tu referiste alguns reinos africanos tradicionais e, acrescentarei eu, o Vaticano, um estado sacerdotal monárquico.
Quanto à possível raiz grega da república, isso tem a ver com a má tradução da palavra grega "politeía". Cícero, entre outros escritores latinos, traduziu "politeía" para "res publica" que, por sua vez, passou a "república" pelos estudiosos do Renascimento. Esta não é uma tradução muito precisa e "politeía" é hoje geralmente traduzida por "forma de governo" ou "regime". No entanto, o nosso cariz conservador faz com que se mantenha a tradução original do título do grande trabalho de ciência política de Platão, "A República" -- "Politeía" no original.
Este e outros assuntos do género pretendia eu ver abordados na secção "Origem do termo" do artigo. Isto, é evidente, se pudermos descolar do parágrafo introdutório...
Um abraço e, uma vez mais, obrigado pelo incentivo.
Manuel de Sousa
Conheço pessoalmente este editor embora ele não saiba quem eu sou na Wikipédia.
Monarca convicto e representante do Solar ou Casa de Lanhezes acha-se também representante dos Condes de Almada ou da família Almada.
O verbete da Casa de Lanhezes foi acompanhado por mim e pelo Darwin revertendo várias situações de claro POV do editor.
Preferia que esta lista fosse utilizada para debater os graves problemas que a AWP (o último encontro é prova disso.. ) enfrenta e/ou da própria Wikipédia em geral.
Cumprimentos, João
No dia 14 de Outubro de 2010 20:11, Rui Silva ruizinhomoz@gmail.comescreveu:
Hehehe... Podíamos continuar a discutir aqui - no entanto, tu sabes muito mais do assunto do que eu! - e nunca acabarmos! Mas tenho a dizer-te (se calhar, já viste) que há outro usuário que mudou novamente a introdução e colocou um sumário agradável, mas eu lhe escrevi para ele colocar uma opinião na discussão. Se calhar, amanhã inda vou lá... Abraço e boa noite.
Rui Silva
No dia 14 de Outubro de 2010 18:20, Manuel de Sousa < manuel.sousa@exponor.pt> escreveu:
Obrigado pelas tuas simpáticas palavras, Rui.
Na verdade, há pessoas que acreditam tão veementemente nas suas "verdades" (sejam elas políticas, religiosas, futebolísticas ou outras) que se julgam dispensadas de as demonstrar factualmente, i.e. com fontes fiáveis. Acredito que o Lourenço julgue estar 100% correcto, sendo eu o intolerante! Já mo disse isso através de mensagem privada via Facebook e eu... convidei-o p/ tomar um café da próxima vez que se deslocar ao Porto! Eu contesto as ideias, não as pessoas.
Quanto a escrever ou não escrever alguma coisa na página de discussão: eu acho que escrever ajuda sempre. O Lourenço desconhece esta troca de mensagens entre nós e acho que era bom que percebesse que o que eu digo não é uma opinião pessoal minha, mas sim a aplicação (e até bastante "meiga" e paciente) das regras vigentes na Wikipédia. Por isso, se puderes, escreve qualquer coisa, mesmo que seja só para dizeres que concordas.
Sobre a definição de República: na verdade não se diz "...eleitos pelo Povo...", mas sim que "é uma forma de governo na qual um representante é escolhido pelos seus concidadãos para ser chefe de Estado durante um período limitado de tempo". Podia-se dizer que " é escolhido pelos seus concidadãos ou seus representantes", porque no Estado Novo, primeiro houve eleições presidenciais (apesar de manipuladas) e, depois do caso Humberto Delgado, o PR passou a ser eleito pela Assembleia Nacional. Mas na Assembleia estariam, podemos admitir, os representantes do povo. Tal como nos parlamentos das repúblicas do Leste Europeu, de Cuba, da China, etc. Isto tudo para dizer que república não é sinónimo de democracia mas há, mesmo que apenas teoricamente, um princípio de igualdade no acesso ao cargo público mais elevado na nação que, numa monarquia, está reservado ao filho do monarca. Há excepções, como tu referiste alguns reinos africanos tradicionais e, acrescentarei eu, o Vaticano, um estado sacerdotal monárquico.
Quanto à possível raiz grega da república, isso tem a ver com a má tradução da palavra grega "politeía". Cícero, entre outros escritores latinos, traduziu "politeía" para "res publica" que, por sua vez, passou a "república" pelos estudiosos do Renascimento. Esta não é uma tradução muito precisa e "politeía" é hoje geralmente traduzida por "forma de governo" ou "regime". No entanto, o nosso cariz conservador faz com que se mantenha a tradução original do título do grande trabalho de ciência política de Platão, "A República" -- "Politeía" no original.
Este e outros assuntos do género pretendia eu ver abordados na secção "Origem do termo" do artigo. Isto, é evidente, se pudermos descolar do parágrafo introdutório...
Um abraço e, uma vez mais, obrigado pelo incentivo.
Manuel de Sousa
Wikimedia Portugal http://www.wikimedia.pt ______________________________________________ WikimediaPT mailing list WikimediaPT@lists.wikimedia.org https://lists.wikimedia.org/mailman/listinfo/wikimediapt
Não percebi... Quer dizer que esta questão não é um problema da WP?
Poderia ter um e-mail separado para me explicarem que grave problema aconteceu no último encontro, por favor.
Obrigado.
Rui Silva No dia 14 de Outubro de 2010 21:21, João Cruz 1dejaneiro@gmail.comescreveu:
Conheço pessoalmente este editor embora ele não saiba quem eu sou na Wikipédia.
Monarca convicto e representante do Solar ou Casa de Lanhezes acha-se também representante dos Condes de Almada ou da família Almada.
O verbete da Casa de Lanhezes foi acompanhado por mim e pelo Darwin revertendo várias situações de claro POV do editor.
Preferia que esta lista fosse utilizada para debater os graves problemas que a AWP (o último encontro é prova disso.. ) enfrenta e/ou da própria Wikipédia em geral.
Cumprimentos, João
Dois comentários ao e-mail abaixo:
1. É curioso, mas todos os monárquicos que conheço são (ou alegam ser) descendentes de famílias aristocráticas. Isso deixa-me a sensação de que defendem a monarquia, não tanto porque esse seria o regime que melhor serviria o bem comum, mas muito mais porque essa seria quiçá a única forma de ganharem um prestígio e uma importância social que dificilmente conseguem alcançar numa sociedade que tente a privilegiar o mérito, mais do que o berço. Mas, posso estar a ser injusto neste meu julgamento...
2. No dia 9 de Setembro, eu enviei para esta lista um e-mail intitulado "Que queremos nós?" que pretendia abrir uma discussão alargada a todos os membros da Associação Wikimedia Portugal sobre o nosso presente e o nosso futuro. Infelizmente, apesar de alguns mails e conversas particulares com alguns dos integrantes desta lista, nada de muito concreto foi aqui debatido. Saúdo, por isso, o ensejo do João Cruz em recuperar o assunto. Força, João, diz o que pensas!
Um abraço a todos,
Manuel de Sousa
From: wikimediapt-bounces@lists.wikimedia.org [mailto:wikimediapt-bounces@lists.wikimedia.org] On Behalf Of João Cruz Sent: quinta-feira, 14 de Outubro de 2010 20:22 To: wikimediapt@lists.wikimedia.pt Subject: Re: [wikimedia-pt] Questões "republicanas"
Conheço pessoalmente este editor embora ele não saiba quem eu sou na Wikipédia.
Monarca convicto e representante do Solar ou Casa de Lanhezes acha-se também representante dos Condes de Almada ou da família Almada.
O verbete da Casa de Lanhezes foi acompanhado por mim e pelo Darwin revertendo várias situações de claro POV do editor.
Preferia que esta lista fosse utilizada para debater os graves problemas que a AWP (o último encontro é prova disso.. ) enfrenta e/ou da própria Wikipédia em geral.
Cumprimentos,
João
No dia 14 de Outubro de 2010 20:11, Rui Silva ruizinhomoz@gmail.com escreveu:
Hehehe... Podíamos continuar a discutir aqui - no entanto, tu sabes muito mais do assunto do que eu! - e nunca acabarmos! Mas tenho a dizer-te (se calhar, já viste) que há outro usuário que mudou novamente a introdução e colocou um sumário agradável, mas eu lhe escrevi para ele colocar uma opinião na discussão. Se calhar, amanhã inda vou lá... Abraço e boa noite.
Rui Silva
No dia 14 de Outubro de 2010 18:20, Manuel de Sousa manuel.sousa@exponor.pt escreveu:
Obrigado pelas tuas simpáticas palavras, Rui. Na verdade, há pessoas que acreditam tão veementemente nas suas "verdades" (sejam elas políticas, religiosas, futebolísticas ou outras) que se julgam dispensadas de as demonstrar factualmente, i.e. com fontes fiáveis. Acredito que o Lourenço julgue estar 100% correcto, sendo eu o intolerante! Já mo disse isso através de mensagem privada via Facebook e eu... convidei-o p/ tomar um café da próxima vez que se deslocar ao Porto! Eu contesto as ideias, não as pessoas. Quanto a escrever ou não escrever alguma coisa na página de discussão: eu acho que escrever ajuda sempre. O Lourenço desconhece esta troca de mensagens entre nós e acho que era bom que percebesse que o que eu digo não é uma opinião pessoal minha, mas sim a aplicação (e até bastante "meiga" e paciente) das regras vigentes na Wikipédia. Por isso, se puderes, escreve qualquer coisa, mesmo que seja só para dizeres que concordas. Sobre a definição de República: na verdade não se diz "...eleitos pelo Povo...", mas sim que "é uma forma de governo na qual um representante é escolhido pelos seus concidadãos para ser chefe de Estado durante um período limitado de tempo". Podia-se dizer que " é escolhido pelos seus concidadãos ou seus representantes", porque no Estado Novo, primeiro houve eleições presidenciais (apesar de manipuladas) e, depois do caso Humberto Delgado, o PR passou a ser eleito pela Assembleia Nacional. Mas na Assembleia estariam, podemos admitir, os representantes do povo. Tal como nos parlamentos das repúblicas do Leste Europeu, de Cuba, da China, etc. Isto tudo para dizer que república não é sinónimo de democracia mas há, mesmo que apenas teoricamente, um princípio de igualdade no acesso ao cargo público mais elevado na nação que, numa monarquia, está reservado ao filho do monarca. Há excepções, como tu referiste alguns reinos africanos tradicionais e, acrescentarei eu, o Vaticano, um estado sacerdotal monárquico. Quanto à possível raiz grega da república, isso tem a ver com a má tradução da palavra grega "politeía". Cícero, entre outros escritores latinos, traduziu "politeía" para "res publica" que, por sua vez, passou a "república" pelos estudiosos do Renascimento. Esta não é uma tradução muito precisa e "politeía" é hoje geralmente traduzida por "forma de governo" ou "regime". No entanto, o nosso cariz conservador faz com que se mantenha a tradução original do título do grande trabalho de ciência política de Platão, "A República" -- "Politeía" no original. Este e outros assuntos do género pretendia eu ver abordados na secção "Origem do termo" do artigo. Isto, é evidente, se pudermos descolar do parágrafo introdutório... Um abraço e, uma vez mais, obrigado pelo incentivo. Manuel de Sousa
_______________________________________________ Wikimedia Portugal http://www.wikimedia.pt http://www.wikimedia.pt/ ______________________________________________ WikimediaPT mailing list WikimediaPT@lists.wikimedia.org https://lists.wikimedia.org/mailman/listinfo/wikimediapt
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Saúdo, por isso, o ensejo do João Cruz em recuperar o assunto. Força, João, diz o que pensas!
Mas por favor o faça em um e-mail separado para não misturar os assuntos. _____ Béria Lima (Beh)
No dia 15 de Outubro de 2010 10:05, Manuel de Sousa <manuel.sousa@exponor.pt
escreveu:
Dois comentários ao e-mail abaixo:
- É curioso, mas todos os monárquicos que conheço são (ou alegam ser)
descendentes de famílias aristocráticas. Isso deixa-me a sensação de que defendem a monarquia, não tanto porque esse seria o regime que melhor serviria o bem comum, mas muito mais porque essa seria quiçá a única forma de ganharem um prestígio e uma importância social que dificilmente conseguem alcançar numa sociedade que tente a privilegiar o mérito, mais do que o berço. Mas, posso estar a ser injusto neste meu julgamento...
- No dia 9 de Setembro, eu enviei para esta lista um e-mail intitulado
“Que queremos nós?” que pretendia abrir uma discussão alargada a todos os membros da Associação Wikimedia Portugal sobre o nosso presente e o nosso futuro. Infelizmente, apesar de alguns mails e conversas particulares com alguns dos integrantes desta lista, nada de muito concreto foi aqui debatido. Saúdo, por isso, o ensejo do João Cruz em recuperar o assunto. Força, João, diz o que pensas!
Um abraço a todos,
Manuel de Sousa
*From:* wikimediapt-bounces@lists.wikimedia.org [mailto: wikimediapt-bounces@lists.wikimedia.org] *On Behalf Of *João Cruz *Sent:* quinta-feira, 14 de Outubro de 2010 20:22
*To:* wikimediapt@lists.wikimedia.pt *Subject:* Re: [wikimedia-pt] Questões "republicanas"
Conheço pessoalmente este editor embora ele não saiba quem eu sou na Wikipédia.
Monarca convicto e representante do Solar ou Casa de Lanhezes acha-se também representante dos Condes de Almada ou da família Almada.
O verbete da Casa de Lanhezes foi acompanhado por mim e pelo Darwin revertendo várias situações de claro POV do editor.
Preferia que esta lista fosse utilizada para debater os graves problemas que a AWP (o último encontro é prova disso.. ) enfrenta e/ou da própria Wikipédia em geral.
Cumprimentos,
João
No dia 14 de Outubro de 2010 20:11, Rui Silva ruizinhomoz@gmail.com escreveu:
Hehehe... Podíamos continuar a discutir aqui - no entanto, tu sabes muito mais do assunto do que eu! - e nunca acabarmos! Mas tenho a dizer-te (se calhar, já viste) que há outro usuário que mudou novamente a introdução e colocou um sumário agradável, mas eu lhe escrevi para ele colocar uma opinião na discussão. Se calhar, amanhã inda vou lá... Abraço e boa noite.
Rui Silva
No dia 14 de Outubro de 2010 18:20, Manuel de Sousa < manuel.sousa@exponor.pt> escreveu:
Obrigado pelas tuas simpáticas palavras, Rui.
Na verdade, há pessoas que acreditam tão veementemente nas suas "verdades" (sejam elas políticas, religiosas, futebolísticas ou outras) que se julgam dispensadas de as demonstrar factualmente, i.e. com fontes fiáveis. Acredito que o Lourenço julgue estar 100% correcto, sendo eu o intolerante! Já mo disse isso através de mensagem privada via Facebook e eu... convidei-o p/ tomar um café da próxima vez que se deslocar ao Porto! Eu contesto as ideias, não as pessoas.
Quanto a escrever ou não escrever alguma coisa na página de discussão: eu acho que escrever ajuda sempre. O Lourenço desconhece esta troca de mensagens entre nós e acho que era bom que percebesse que o que eu digo não é uma opinião pessoal minha, mas sim a aplicação (e até bastante "meiga" e paciente) das regras vigentes na Wikipédia. Por isso, se puderes, escreve qualquer coisa, mesmo que seja só para dizeres que concordas.
Sobre a definição de República: na verdade não se diz "...eleitos pelo Povo...", mas sim que "é uma forma de governo na qual um representante é escolhido pelos seus concidadãos para ser chefe de Estado durante um período limitado de tempo". Podia-se dizer que " é escolhido pelos seus concidadãos ou seus representantes", porque no Estado Novo, primeiro houve eleições presidenciais (apesar de manipuladas) e, depois do caso Humberto Delgado, o PR passou a ser eleito pela Assembleia Nacional. Mas na Assembleia estariam, podemos admitir, os representantes do povo. Tal como nos parlamentos das repúblicas do Leste Europeu, de Cuba, da China, etc. Isto tudo para dizer que república não é sinónimo de democracia mas há, mesmo que apenas teoricamente, um princípio de igualdade no acesso ao cargo público mais elevado na nação que, numa monarquia, está reservado ao filho do monarca. Há excepções, como tu referiste alguns reinos africanos tradicionais e, acrescentarei eu, o Vaticano, um estado sacerdotal monárquico.
Quanto à possível raiz grega da república, isso tem a ver com a má tradução da palavra grega "politeía". Cícero, entre outros escritores latinos, traduziu "politeía" para "res publica" que, por sua vez, passou a "república" pelos estudiosos do Renascimento. Esta não é uma tradução muito precisa e "politeía" é hoje geralmente traduzida por "forma de governo" ou "regime". No entanto, o nosso cariz conservador faz com que se mantenha a tradução original do título do grande trabalho de ciência política de Platão, "A República" -- "Politeía" no original.
Este e outros assuntos do género pretendia eu ver abordados na secção "Origem do termo" do artigo. Isto, é evidente, se pudermos descolar do parágrafo introdutório...
Um abraço e, uma vez mais, obrigado pelo incentivo.
Manuel de Sousa
Wikimedia Portugal http://www.wikimedia.pt ______________________________________________ WikimediaPT mailing list WikimediaPT@lists.wikimedia.org https://lists.wikimedia.org/mailman/listinfo/wikimediapt
[image: AEPOPTIONS] http://www.aepoptions.com [image: Programa AEP Options no Facebook]http://www.facebook.com/AEPOptions?v=app_7146470109 [image: Programa AEP Options no Twitter] http://twitter.com/AEPOPTIONS [image: Programa AEP Options no LinkedIn]http://www.linkedin.com/companies/associa-o-empresarial-de-portugal
Wikimedia Portugal http://www.wikimedia.pt ______________________________________________ WikimediaPT mailing list WikimediaPT@lists.wikimedia.org https://lists.wikimedia.org/mailman/listinfo/wikimediapt
Direi o que penso pessoalmente em reunião convocada para o efeito. Tanto me faz que seja um WikiNorte ou reunião da AWP.
Este sistema de lista electrónica não funciona na prática e não resolve os problemas pendentes.
Não faço parte dos órgãos sociais da AWP e, como tal, não enviarei mails pessoais a ninguém.
Cumprimentos, João.
No dia 15 de Outubro de 2010 12:41, Béria Lima berialima@gmail.comescreveu:
Saúdo, por isso, o ensejo do João Cruz em recuperar o assunto. Força,
João, diz o que pensas!
Mas por favor o faça em um e-mail separado para não misturar os assuntos. _____ Béria Lima (Beh)
No dia 15 de Outubro de 2010 10:05, Manuel de Sousa < manuel.sousa@exponor.pt> escreveu:
Dois comentários ao e-mail abaixo:
- É curioso, mas todos os monárquicos que conheço são (ou alegam ser)
descendentes de famílias aristocráticas. Isso deixa-me a sensação de que defendem a monarquia, não tanto porque esse seria o regime que melhor serviria o bem comum, mas muito mais porque essa seria quiçá a única forma de ganharem um prestígio e uma importância social que dificilmente conseguem alcançar numa sociedade que tente a privilegiar o mérito, mais do que o berço. Mas, posso estar a ser injusto neste meu julgamento...
- No dia 9 de Setembro, eu enviei para esta lista um e-mail intitulado
“Que queremos nós?” que pretendia abrir uma discussão alargada a todos os membros da Associação Wikimedia Portugal sobre o nosso presente e o nosso futuro. Infelizmente, apesar de alguns mails e conversas particulares com alguns dos integrantes desta lista, nada de muito concreto foi aqui debatido. Saúdo, por isso, o ensejo do João Cruz em recuperar o assunto. Força, João, diz o que pensas!
Um abraço a todos,
Manuel de Sousa
*From:* wikimediapt-bounces@lists.wikimedia.org [mailto: wikimediapt-bounces@lists.wikimedia.org] *On Behalf Of *João Cruz *Sent:* quinta-feira, 14 de Outubro de 2010 20:22
*To:* wikimediapt@lists.wikimedia.pt *Subject:* Re: [wikimedia-pt] Questões "republicanas"
Conheço pessoalmente este editor embora ele não saiba quem eu sou na Wikipédia.
Monarca convicto e representante do Solar ou Casa de Lanhezes acha-se também representante dos Condes de Almada ou da família Almada.
O verbete da Casa de Lanhezes foi acompanhado por mim e pelo Darwin revertendo várias situações de claro POV do editor.
Preferia que esta lista fosse utilizada para debater os graves problemas que a AWP (o último encontro é prova disso.. ) enfrenta e/ou da própria Wikipédia em geral.
Cumprimentos,
João
No dia 14 de Outubro de 2010 20:11, Rui Silva ruizinhomoz@gmail.com escreveu:
Hehehe... Podíamos continuar a discutir aqui - no entanto, tu sabes muito mais do assunto do que eu! - e nunca acabarmos! Mas tenho a dizer-te (se calhar, já viste) que há outro usuário que mudou novamente a introdução e colocou um sumário agradável, mas eu lhe escrevi para ele colocar uma opinião na discussão. Se calhar, amanhã inda vou lá... Abraço e boa noite.
Rui Silva
No dia 14 de Outubro de 2010 18:20, Manuel de Sousa < manuel.sousa@exponor.pt> escreveu:
Obrigado pelas tuas simpáticas palavras, Rui.
Na verdade, há pessoas que acreditam tão veementemente nas suas "verdades" (sejam elas políticas, religiosas, futebolísticas ou outras) que se julgam dispensadas de as demonstrar factualmente, i.e. com fontes fiáveis. Acredito que o Lourenço julgue estar 100% correcto, sendo eu o intolerante! Já mo disse isso através de mensagem privada via Facebook e eu... convidei-o p/ tomar um café da próxima vez que se deslocar ao Porto! Eu contesto as ideias, não as pessoas.
Quanto a escrever ou não escrever alguma coisa na página de discussão: eu acho que escrever ajuda sempre. O Lourenço desconhece esta troca de mensagens entre nós e acho que era bom que percebesse que o que eu digo não é uma opinião pessoal minha, mas sim a aplicação (e até bastante "meiga" e paciente) das regras vigentes na Wikipédia. Por isso, se puderes, escreve qualquer coisa, mesmo que seja só para dizeres que concordas.
Sobre a definição de República: na verdade não se diz "...eleitos pelo Povo...", mas sim que "é uma forma de governo na qual um representante é escolhido pelos seus concidadãos para ser chefe de Estado durante um período limitado de tempo". Podia-se dizer que " é escolhido pelos seus concidadãos ou seus representantes", porque no Estado Novo, primeiro houve eleições presidenciais (apesar de manipuladas) e, depois do caso Humberto Delgado, o PR passou a ser eleito pela Assembleia Nacional. Mas na Assembleia estariam, podemos admitir, os representantes do povo. Tal como nos parlamentos das repúblicas do Leste Europeu, de Cuba, da China, etc. Isto tudo para dizer que república não é sinónimo de democracia mas há, mesmo que apenas teoricamente, um princípio de igualdade no acesso ao cargo público mais elevado na nação que, numa monarquia, está reservado ao filho do monarca. Há excepções, como tu referiste alguns reinos africanos tradicionais e, acrescentarei eu, o Vaticano, um estado sacerdotal monárquico.
Quanto à possível raiz grega da república, isso tem a ver com a má tradução da palavra grega "politeía". Cícero, entre outros escritores latinos, traduziu "politeía" para "res publica" que, por sua vez, passou a "república" pelos estudiosos do Renascimento. Esta não é uma tradução muito precisa e "politeía" é hoje geralmente traduzida por "forma de governo" ou "regime". No entanto, o nosso cariz conservador faz com que se mantenha a tradução original do título do grande trabalho de ciência política de Platão, "A República" -- "Politeía" no original.
Este e outros assuntos do género pretendia eu ver abordados na secção "Origem do termo" do artigo. Isto, é evidente, se pudermos descolar do parágrafo introdutório...
Um abraço e, uma vez mais, obrigado pelo incentivo.
Manuel de Sousa
Wikimedia Portugal http://www.wikimedia.pt ______________________________________________ WikimediaPT mailing list WikimediaPT@lists.wikimedia.org https://lists.wikimedia.org/mailman/listinfo/wikimediapt
[image: AEPOPTIONS] http://www.aepoptions.com/ [image: Programa AEP Options no Facebook]http://www.facebook.com/AEPOptions?v=app_7146470109 [image: Programa AEP Options no Twitter] http://twitter.com/AEPOPTIONS [image: Programa AEP Options no LinkedIn]http://www.linkedin.com/companies/associa-o-empresarial-de-portugal
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Wikimedia Portugal http://www.wikimedia.pt ______________________________________________ WikimediaPT mailing list WikimediaPT@lists.wikimedia.org https://lists.wikimedia.org/mailman/listinfo/wikimediapt
Sua escolha João.
Agora, será difícil satisfazer a curiosidade do Rui Silva a não ser pela net, visto que ele mora em Moçambique e provavelmente não estará presente em uma reunião.
Seria mais produtivo ao invés de citar os defeitos (ou dizer que eles existem sem sequer ter coragem de os citar) concentrar tuas energias em ajudar-nos em algum dos projectos que estamos a fazer (há imensos mails na lista sobre eles, caso não tenha visto)
E os e-mails pessoais são pessoais, não restritos aos órgãos, podes mandar (ou não) a quem quiseres _____ Béria Lima (Beh)
No dia 15 de Outubro de 2010 20:44, João Cruz 1dejaneiro@gmail.comescreveu:
Direi o que penso pessoalmente em reunião convocada para o efeito. Tanto me faz que seja um WikiNorte ou reunião da AWP.
Este sistema de lista electrónica não funciona na prática e não resolve os problemas pendentes.
Não faço parte dos órgãos sociais da AWP e, como tal, não enviarei mails pessoais a ninguém.
Cumprimentos, João.
No dia 15 de Outubro de 2010 12:41, Béria Lima berialima@gmail.comescreveu:
Saúdo, por isso, o ensejo do João Cruz em recuperar o assunto. Força,
João, diz o que pensas!
Mas por favor o faça em um e-mail separado para não misturar os assuntos. _____ Béria Lima (Beh)
No dia 15 de Outubro de 2010 10:05, Manuel de Sousa < manuel.sousa@exponor.pt> escreveu:
Dois comentários ao e-mail abaixo:
- É curioso, mas todos os monárquicos que conheço são (ou alegam ser)
descendentes de famílias aristocráticas. Isso deixa-me a sensação de que defendem a monarquia, não tanto porque esse seria o regime que melhor serviria o bem comum, mas muito mais porque essa seria quiçá a única forma de ganharem um prestígio e uma importância social que dificilmente conseguem alcançar numa sociedade que tente a privilegiar o mérito, mais do que o berço. Mas, posso estar a ser injusto neste meu julgamento...
- No dia 9 de Setembro, eu enviei para esta lista um e-mail intitulado
“Que queremos nós?” que pretendia abrir uma discussão alargada a todos os membros da Associação Wikimedia Portugal sobre o nosso presente e o nosso futuro. Infelizmente, apesar de alguns mails e conversas particulares com alguns dos integrantes desta lista, nada de muito concreto foi aqui debatido. Saúdo, por isso, o ensejo do João Cruz em recuperar o assunto. Força, João, diz o que pensas!
Um abraço a todos,
Manuel de Sousa
*From:* wikimediapt-bounces@lists.wikimedia.org [mailto: wikimediapt-bounces@lists.wikimedia.org] *On Behalf Of *João Cruz *Sent:* quinta-feira, 14 de Outubro de 2010 20:22
*To:* wikimediapt@lists.wikimedia.pt *Subject:* Re: [wikimedia-pt] Questões "republicanas"
Conheço pessoalmente este editor embora ele não saiba quem eu sou na Wikipédia.
Monarca convicto e representante do Solar ou Casa de Lanhezes acha-se também representante dos Condes de Almada ou da família Almada.
O verbete da Casa de Lanhezes foi acompanhado por mim e pelo Darwin revertendo várias situações de claro POV do editor.
Preferia que esta lista fosse utilizada para debater os graves problemas que a AWP (o último encontro é prova disso.. ) enfrenta e/ou da própria Wikipédia em geral.
Cumprimentos,
João
No dia 14 de Outubro de 2010 20:11, Rui Silva ruizinhomoz@gmail.com escreveu:
Hehehe... Podíamos continuar a discutir aqui - no entanto, tu sabes muito mais do assunto do que eu! - e nunca acabarmos! Mas tenho a dizer-te (se calhar, já viste) que há outro usuário que mudou novamente a introdução e colocou um sumário agradável, mas eu lhe escrevi para ele colocar uma opinião na discussão. Se calhar, amanhã inda vou lá... Abraço e boa noite.
Rui Silva
No dia 14 de Outubro de 2010 18:20, Manuel de Sousa < manuel.sousa@exponor.pt> escreveu:
Obrigado pelas tuas simpáticas palavras, Rui.
Na verdade, há pessoas que acreditam tão veementemente nas suas "verdades" (sejam elas políticas, religiosas, futebolísticas ou outras) que se julgam dispensadas de as demonstrar factualmente, i.e. com fontes fiáveis. Acredito que o Lourenço julgue estar 100% correcto, sendo eu o intolerante! Já mo disse isso através de mensagem privada via Facebook e eu... convidei-o p/ tomar um café da próxima vez que se deslocar ao Porto! Eu contesto as ideias, não as pessoas.
Quanto a escrever ou não escrever alguma coisa na página de discussão: eu acho que escrever ajuda sempre. O Lourenço desconhece esta troca de mensagens entre nós e acho que era bom que percebesse que o que eu digo não é uma opinião pessoal minha, mas sim a aplicação (e até bastante "meiga" e paciente) das regras vigentes na Wikipédia. Por isso, se puderes, escreve qualquer coisa, mesmo que seja só para dizeres que concordas.
Sobre a definição de República: na verdade não se diz "...eleitos pelo Povo...", mas sim que "é uma forma de governo na qual um representante é escolhido pelos seus concidadãos para ser chefe de Estado durante um período limitado de tempo". Podia-se dizer que " é escolhido pelos seus concidadãos ou seus representantes", porque no Estado Novo, primeiro houve eleições presidenciais (apesar de manipuladas) e, depois do caso Humberto Delgado, o PR passou a ser eleito pela Assembleia Nacional. Mas na Assembleia estariam, podemos admitir, os representantes do povo. Tal como nos parlamentos das repúblicas do Leste Europeu, de Cuba, da China, etc. Isto tudo para dizer que república não é sinónimo de democracia mas há, mesmo que apenas teoricamente, um princípio de igualdade no acesso ao cargo público mais elevado na nação que, numa monarquia, está reservado ao filho do monarca. Há excepções, como tu referiste alguns reinos africanos tradicionais e, acrescentarei eu, o Vaticano, um estado sacerdotal monárquico.
Quanto à possível raiz grega da república, isso tem a ver com a má tradução da palavra grega "politeía". Cícero, entre outros escritores latinos, traduziu "politeía" para "res publica" que, por sua vez, passou a "república" pelos estudiosos do Renascimento. Esta não é uma tradução muito precisa e "politeía" é hoje geralmente traduzida por "forma de governo" ou "regime". No entanto, o nosso cariz conservador faz com que se mantenha a tradução original do título do grande trabalho de ciência política de Platão, "A República" -- "Politeía" no original.
Este e outros assuntos do género pretendia eu ver abordados na secção "Origem do termo" do artigo. Isto, é evidente, se pudermos descolar do parágrafo introdutório...
Um abraço e, uma vez mais, obrigado pelo incentivo.
Manuel de Sousa
Wikimedia Portugal http://www.wikimedia.pt ______________________________________________ WikimediaPT mailing list WikimediaPT@lists.wikimedia.org https://lists.wikimedia.org/mailman/listinfo/wikimediapt
[image: AEPOPTIONS] http://www.aepoptions.com/ [image: Programa AEP Options no Facebook]http://www.facebook.com/AEPOptions?v=app_7146470109 [image: Programa AEP Options no Twitter] http://twitter.com/AEPOPTIONS [image: Programa AEP Options no LinkedIn]http://www.linkedin.com/companies/associa-o-empresarial-de-portugal
Wikimedia Portugal http://www.wikimedia.pt ______________________________________________ WikimediaPT mailing list WikimediaPT@lists.wikimedia.org https://lists.wikimedia.org/mailman/listinfo/wikimediapt
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Wikimedia Portugal http://www.wikimedia.pt ______________________________________________ WikimediaPT mailing list WikimediaPT@lists.wikimedia.org https://lists.wikimedia.org/mailman/listinfo/wikimediapt
A falta de coragem de citar os problemas não é minha, pelos vistos é sua dado que tomei conhecimento deles no último encontro através do participante francês que, pels vistos, sabe mais do que eu do que se passa na AWP.
No mínimo, deveria ter-me avisado antecipadamente da sua ausência neste encontro. Achei patético eu ser o único português a comparecer.
Como simples associado da AWP, não é meu dever nem obrigação estar a comentar problemas internos da Associação.
Quanto ao Rui Slva, ele tomará conhecimento sim através de relatório a elaborar no seguimento da próxima (se houver...) reunião a efectuar..
Cumprimentos, João.
No dia 15 de Outubro de 2010 20:51, Béria Lima berialima@gmail.comescreveu:
Sua escolha João.
Agora, será difícil satisfazer a curiosidade do Rui Silva a não ser pela net, visto que ele mora em Moçambique e provavelmente não estará presente em uma reunião.
Seria mais produtivo ao invés de citar os defeitos (ou dizer que eles existem sem sequer ter coragem de os citar) concentrar tuas energias em ajudar-nos em algum dos projectos que estamos a fazer (há imensos mails na lista sobre eles, caso não tenha visto)
E os e-mails pessoais são pessoais, não restritos aos órgãos, podes mandar (ou não) a quem quiseres _____ Béria Lima (Beh)
No dia 15 de Outubro de 2010 20:44, João Cruz 1dejaneiro@gmail.comescreveu:
Direi o que penso pessoalmente em reunião convocada para o efeito. Tanto
me faz que seja um WikiNorte ou reunião da AWP.
Este sistema de lista electrónica não funciona na prática e não resolve os problemas pendentes.
Não faço parte dos órgãos sociais da AWP e, como tal, não enviarei mails pessoais a ninguém.
Cumprimentos, João.
No dia 15 de Outubro de 2010 12:41, Béria Lima berialima@gmail.comescreveu:
Saúdo, por isso, o ensejo do João Cruz em recuperar o assunto. Força,
João, diz o que pensas!
Mas por favor o faça em um e-mail separado para não misturar os assuntos. _____ Béria Lima (Beh)
No dia 15 de Outubro de 2010 10:05, Manuel de Sousa < manuel.sousa@exponor.pt> escreveu:
Dois comentários ao e-mail abaixo:
- É curioso, mas todos os monárquicos que conheço são (ou alegam ser)
descendentes de famílias aristocráticas. Isso deixa-me a sensação de que defendem a monarquia, não tanto porque esse seria o regime que melhor serviria o bem comum, mas muito mais porque essa seria quiçá a única forma de ganharem um prestígio e uma importância social que dificilmente conseguem alcançar numa sociedade que tente a privilegiar o mérito, mais do que o berço. Mas, posso estar a ser injusto neste meu julgamento...
- No dia 9 de Setembro, eu enviei para esta lista um e-mail
intitulado “Que queremos nós?” que pretendia abrir uma discussão alargada a todos os membros da Associação Wikimedia Portugal sobre o nosso presente e o nosso futuro. Infelizmente, apesar de alguns mails e conversas particulares com alguns dos integrantes desta lista, nada de muito concreto foi aqui debatido. Saúdo, por isso, o ensejo do João Cruz em recuperar o assunto. Força, João, diz o que pensas!
Um abraço a todos,
Manuel de Sousa
*From:* wikimediapt-bounces@lists.wikimedia.org [mailto: wikimediapt-bounces@lists.wikimedia.org] *On Behalf Of *João Cruz *Sent:* quinta-feira, 14 de Outubro de 2010 20:22
*To:* wikimediapt@lists.wikimedia.pt *Subject:* Re: [wikimedia-pt] Questões "republicanas"
Conheço pessoalmente este editor embora ele não saiba quem eu sou na Wikipédia.
Monarca convicto e representante do Solar ou Casa de Lanhezes acha-se também representante dos Condes de Almada ou da família Almada.
O verbete da Casa de Lanhezes foi acompanhado por mim e pelo Darwin revertendo várias situações de claro POV do editor.
Preferia que esta lista fosse utilizada para debater os graves problemas que a AWP (o último encontro é prova disso.. ) enfrenta e/ou da própria Wikipédia em geral.
Cumprimentos,
João
No dia 14 de Outubro de 2010 20:11, Rui Silva ruizinhomoz@gmail.com escreveu:
Hehehe... Podíamos continuar a discutir aqui - no entanto, tu sabes muito mais do assunto do que eu! - e nunca acabarmos! Mas tenho a dizer-te (se calhar, já viste) que há outro usuário que mudou novamente a introdução e colocou um sumário agradável, mas eu lhe escrevi para ele colocar uma opinião na discussão. Se calhar, amanhã inda vou lá... Abraço e boa noite.
Rui Silva
No dia 14 de Outubro de 2010 18:20, Manuel de Sousa < manuel.sousa@exponor.pt> escreveu:
Obrigado pelas tuas simpáticas palavras, Rui.
Na verdade, há pessoas que acreditam tão veementemente nas suas "verdades" (sejam elas políticas, religiosas, futebolísticas ou outras) que se julgam dispensadas de as demonstrar factualmente, i.e. com fontes fiáveis. Acredito que o Lourenço julgue estar 100% correcto, sendo eu o intolerante! Já mo disse isso através de mensagem privada via Facebook e eu... convidei-o p/ tomar um café da próxima vez que se deslocar ao Porto! Eu contesto as ideias, não as pessoas.
Quanto a escrever ou não escrever alguma coisa na página de discussão: eu acho que escrever ajuda sempre. O Lourenço desconhece esta troca de mensagens entre nós e acho que era bom que percebesse que o que eu digo não é uma opinião pessoal minha, mas sim a aplicação (e até bastante "meiga" e paciente) das regras vigentes na Wikipédia. Por isso, se puderes, escreve qualquer coisa, mesmo que seja só para dizeres que concordas.
Sobre a definição de República: na verdade não se diz "...eleitos pelo Povo...", mas sim que "é uma forma de governo na qual um representante é escolhido pelos seus concidadãos para ser chefe de Estado durante um período limitado de tempo". Podia-se dizer que " é escolhido pelos seus concidadãos ou seus representantes", porque no Estado Novo, primeiro houve eleições presidenciais (apesar de manipuladas) e, depois do caso Humberto Delgado, o PR passou a ser eleito pela Assembleia Nacional. Mas na Assembleia estariam, podemos admitir, os representantes do povo. Tal como nos parlamentos das repúblicas do Leste Europeu, de Cuba, da China, etc. Isto tudo para dizer que república não é sinónimo de democracia mas há, mesmo que apenas teoricamente, um princípio de igualdade no acesso ao cargo público mais elevado na nação que, numa monarquia, está reservado ao filho do monarca. Há excepções, como tu referiste alguns reinos africanos tradicionais e, acrescentarei eu, o Vaticano, um estado sacerdotal monárquico.
Quanto à possível raiz grega da república, isso tem a ver com a má tradução da palavra grega "politeía". Cícero, entre outros escritores latinos, traduziu "politeía" para "res publica" que, por sua vez, passou a "república" pelos estudiosos do Renascimento. Esta não é uma tradução muito precisa e "politeía" é hoje geralmente traduzida por "forma de governo" ou "regime". No entanto, o nosso cariz conservador faz com que se mantenha a tradução original do título do grande trabalho de ciência política de Platão, "A República" -- "Politeía" no original.
Este e outros assuntos do género pretendia eu ver abordados na secção "Origem do termo" do artigo. Isto, é evidente, se pudermos descolar do parágrafo introdutório...
Um abraço e, uma vez mais, obrigado pelo incentivo.
Manuel de Sousa
Wikimedia Portugal http://www.wikimedia.pt ______________________________________________ WikimediaPT mailing list WikimediaPT@lists.wikimedia.org https://lists.wikimedia.org/mailman/listinfo/wikimediapt
[image: AEPOPTIONS] http://www.aepoptions.com/ [image: Programa AEP Options no Facebook]http://www.facebook.com/AEPOptions?v=app_7146470109 [image: Programa AEP Options no Twitter] http://twitter.com/AEPOPTIONS [image: Programa AEP Options no LinkedIn]http://www.linkedin.com/companies/associa-o-empresarial-de-portugal
Wikimedia Portugal http://www.wikimedia.pt ______________________________________________ WikimediaPT mailing list WikimediaPT@lists.wikimedia.org https://lists.wikimedia.org/mailman/listinfo/wikimediapt
Wikimedia Portugal http://www.wikimedia.pt ______________________________________________ WikimediaPT mailing list WikimediaPT@lists.wikimedia.org https://lists.wikimedia.org/mailman/listinfo/wikimediapt
Wikimedia Portugal http://www.wikimedia.pt ______________________________________________ WikimediaPT mailing list WikimediaPT@lists.wikimedia.org https://lists.wikimedia.org/mailman/listinfo/wikimediapt
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Teus problemas pessoais comigo devias resolver em privado não achas??
No mais é dever de todo mundo comentar sobre os problemas da associação. _____ Béria Lima (Beh) (351) 925 171 484
No dia 15 de Outubro de 2010 22:19, João Cruz 1dejaneiro@gmail.comescreveu:
A falta de coragem de citar os problemas não é minha, pelos vistos é sua dado que tomei conhecimento deles no último encontro através do participante francês que, pels vistos, sabe mais do que eu do que se passa na AWP.
No mínimo, deveria ter-me avisado antecipadamente da sua ausência neste encontro. Achei patético eu ser o único português a comparecer.
Como simples associado da AWP, não é meu dever nem obrigação estar a comentar problemas internos da Associação.
Quanto ao Rui Slva, ele tomará conhecimento sim através de relatório a elaborar no seguimento da próxima (se houver...) reunião a efectuar..
Cumprimentos, João.
No dia 15 de Outubro de 2010 20:51, Béria Lima berialima@gmail.comescreveu:
Sua escolha João.
Agora, será difícil satisfazer a curiosidade do Rui Silva a não ser pela net, visto que ele mora em Moçambique e provavelmente não estará presente em uma reunião.
Seria mais produtivo ao invés de citar os defeitos (ou dizer que eles existem sem sequer ter coragem de os citar) concentrar tuas energias em ajudar-nos em algum dos projectos que estamos a fazer (há imensos mails na lista sobre eles, caso não tenha visto)
E os e-mails pessoais são pessoais, não restritos aos órgãos, podes mandar (ou não) a quem quiseres _____ Béria Lima (Beh)
No dia 15 de Outubro de 2010 20:44, João Cruz 1dejaneiro@gmail.comescreveu:
Direi o que penso pessoalmente em reunião convocada para o efeito. Tanto
me faz que seja um WikiNorte ou reunião da AWP.
Este sistema de lista electrónica não funciona na prática e não resolve os problemas pendentes.
Não faço parte dos órgãos sociais da AWP e, como tal, não enviarei mails pessoais a ninguém.
Cumprimentos, João.
No dia 15 de Outubro de 2010 12:41, Béria Lima berialima@gmail.comescreveu:
Saúdo, por isso, o ensejo do João Cruz em recuperar o assunto. Força,
João, diz o que pensas!
Mas por favor o faça em um e-mail separado para não misturar os assuntos. _____ Béria Lima (Beh)
No dia 15 de Outubro de 2010 10:05, Manuel de Sousa < manuel.sousa@exponor.pt> escreveu:
Dois comentários ao e-mail abaixo:
- É curioso, mas todos os monárquicos que conheço são (ou alegam
ser) descendentes de famílias aristocráticas. Isso deixa-me a sensação de que defendem a monarquia, não tanto porque esse seria o regime que melhor serviria o bem comum, mas muito mais porque essa seria quiçá a única forma de ganharem um prestígio e uma importância social que dificilmente conseguem alcançar numa sociedade que tente a privilegiar o mérito, mais do que o berço. Mas, posso estar a ser injusto neste meu julgamento...
- No dia 9 de Setembro, eu enviei para esta lista um e-mail
intitulado “Que queremos nós?” que pretendia abrir uma discussão alargada a todos os membros da Associação Wikimedia Portugal sobre o nosso presente e o nosso futuro. Infelizmente, apesar de alguns mails e conversas particulares com alguns dos integrantes desta lista, nada de muito concreto foi aqui debatido. Saúdo, por isso, o ensejo do João Cruz em recuperar o assunto. Força, João, diz o que pensas!
Um abraço a todos,
Manuel de Sousa
*From:* wikimediapt-bounces@lists.wikimedia.org [mailto: wikimediapt-bounces@lists.wikimedia.org] *On Behalf Of *João Cruz *Sent:* quinta-feira, 14 de Outubro de 2010 20:22
*To:* wikimediapt@lists.wikimedia.pt *Subject:* Re: [wikimedia-pt] Questões "republicanas"
Conheço pessoalmente este editor embora ele não saiba quem eu sou na Wikipédia.
Monarca convicto e representante do Solar ou Casa de Lanhezes acha-se também representante dos Condes de Almada ou da família Almada.
O verbete da Casa de Lanhezes foi acompanhado por mim e pelo Darwin revertendo várias situações de claro POV do editor.
Preferia que esta lista fosse utilizada para debater os graves problemas que a AWP (o último encontro é prova disso.. ) enfrenta e/ou da própria Wikipédia em geral.
Cumprimentos,
João
No dia 14 de Outubro de 2010 20:11, Rui Silva ruizinhomoz@gmail.com escreveu:
Hehehe... Podíamos continuar a discutir aqui - no entanto, tu sabes muito mais do assunto do que eu! - e nunca acabarmos! Mas tenho a dizer-te (se calhar, já viste) que há outro usuário que mudou novamente a introdução e colocou um sumário agradável, mas eu lhe escrevi para ele colocar uma opinião na discussão. Se calhar, amanhã inda vou lá... Abraço e boa noite.
Rui Silva
No dia 14 de Outubro de 2010 18:20, Manuel de Sousa < manuel.sousa@exponor.pt> escreveu:
Obrigado pelas tuas simpáticas palavras, Rui.
Na verdade, há pessoas que acreditam tão veementemente nas suas "verdades" (sejam elas políticas, religiosas, futebolísticas ou outras) que se julgam dispensadas de as demonstrar factualmente, i.e. com fontes fiáveis. Acredito que o Lourenço julgue estar 100% correcto, sendo eu o intolerante! Já mo disse isso através de mensagem privada via Facebook e eu... convidei-o p/ tomar um café da próxima vez que se deslocar ao Porto! Eu contesto as ideias, não as pessoas.
Quanto a escrever ou não escrever alguma coisa na página de discussão: eu acho que escrever ajuda sempre. O Lourenço desconhece esta troca de mensagens entre nós e acho que era bom que percebesse que o que eu digo não é uma opinião pessoal minha, mas sim a aplicação (e até bastante "meiga" e paciente) das regras vigentes na Wikipédia. Por isso, se puderes, escreve qualquer coisa, mesmo que seja só para dizeres que concordas.
Sobre a definição de República: na verdade não se diz "...eleitos pelo Povo...", mas sim que "é uma forma de governo na qual um representante é escolhido pelos seus concidadãos para ser chefe de Estado durante um período limitado de tempo". Podia-se dizer que " é escolhido pelos seus concidadãos ou seus representantes", porque no Estado Novo, primeiro houve eleições presidenciais (apesar de manipuladas) e, depois do caso Humberto Delgado, o PR passou a ser eleito pela Assembleia Nacional. Mas na Assembleia estariam, podemos admitir, os representantes do povo. Tal como nos parlamentos das repúblicas do Leste Europeu, de Cuba, da China, etc. Isto tudo para dizer que república não é sinónimo de democracia mas há, mesmo que apenas teoricamente, um princípio de igualdade no acesso ao cargo público mais elevado na nação que, numa monarquia, está reservado ao filho do monarca. Há excepções, como tu referiste alguns reinos africanos tradicionais e, acrescentarei eu, o Vaticano, um estado sacerdotal monárquico.
Quanto à possível raiz grega da república, isso tem a ver com a má tradução da palavra grega "politeía". Cícero, entre outros escritores latinos, traduziu "politeía" para "res publica" que, por sua vez, passou a "república" pelos estudiosos do Renascimento. Esta não é uma tradução muito precisa e "politeía" é hoje geralmente traduzida por "forma de governo" ou "regime". No entanto, o nosso cariz conservador faz com que se mantenha a tradução original do título do grande trabalho de ciência política de Platão, "A República" -- "Politeía" no original.
Este e outros assuntos do género pretendia eu ver abordados na secção "Origem do termo" do artigo. Isto, é evidente, se pudermos descolar do parágrafo introdutório...
Um abraço e, uma vez mais, obrigado pelo incentivo.
Manuel de Sousa
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Não tenho quaisquer problemas pessoais contigo nem com ninguém da AWP.
Cumprimentos, João.
No dia 15 de Outubro de 2010 22:23, Béria Lima berialima@gmail.comescreveu:
Teus problemas pessoais comigo devias resolver em privado não achas??
No mais é dever de todo mundo comentar sobre os problemas da associação. _____ Béria Lima (Beh) (351) 925 171 484
No dia 15 de Outubro de 2010 22:19, João Cruz 1dejaneiro@gmail.comescreveu:
A falta de coragem de citar os problemas não é minha, pelos vistos é sua
dado que tomei conhecimento deles no último encontro através do participante francês que, pels vistos, sabe mais do que eu do que se passa na AWP.
No mínimo, deveria ter-me avisado antecipadamente da sua ausência neste encontro. Achei patético eu ser o único português a comparecer.
Como simples associado da AWP, não é meu dever nem obrigação estar a comentar problemas internos da Associação.
Quanto ao Rui Slva, ele tomará conhecimento sim através de relatório a elaborar no seguimento da próxima (se houver...) reunião a efectuar..
Cumprimentos, João.
No dia 15 de Outubro de 2010 20:51, Béria Lima berialima@gmail.comescreveu:
Sua escolha João.
Agora, será difícil satisfazer a curiosidade do Rui Silva a não ser pela net, visto que ele mora em Moçambique e provavelmente não estará presente em uma reunião.
Seria mais produtivo ao invés de citar os defeitos (ou dizer que eles existem sem sequer ter coragem de os citar) concentrar tuas energias em ajudar-nos em algum dos projectos que estamos a fazer (há imensos mails na lista sobre eles, caso não tenha visto)
E os e-mails pessoais são pessoais, não restritos aos órgãos, podes mandar (ou não) a quem quiseres _____ Béria Lima (Beh)
No dia 15 de Outubro de 2010 20:44, João Cruz 1dejaneiro@gmail.comescreveu:
Direi o que penso pessoalmente em reunião convocada para o efeito.
Tanto me faz que seja um WikiNorte ou reunião da AWP.
Este sistema de lista electrónica não funciona na prática e não resolve os problemas pendentes.
Não faço parte dos órgãos sociais da AWP e, como tal, não enviarei mails pessoais a ninguém.
Cumprimentos, João.
No dia 15 de Outubro de 2010 12:41, Béria Lima berialima@gmail.comescreveu:
Saúdo, por isso, o ensejo do João Cruz em recuperar o assunto. Força,
João, diz o que pensas!
Mas por favor o faça em um e-mail separado para não misturar os assuntos. _____ Béria Lima (Beh)
No dia 15 de Outubro de 2010 10:05, Manuel de Sousa < manuel.sousa@exponor.pt> escreveu:
Dois comentários ao e-mail abaixo:
- É curioso, mas todos os monárquicos que conheço são (ou alegam
ser) descendentes de famílias aristocráticas. Isso deixa-me a sensação de que defendem a monarquia, não tanto porque esse seria o regime que melhor serviria o bem comum, mas muito mais porque essa seria quiçá a única forma de ganharem um prestígio e uma importância social que dificilmente conseguem alcançar numa sociedade que tente a privilegiar o mérito, mais do que o berço. Mas, posso estar a ser injusto neste meu julgamento...
- No dia 9 de Setembro, eu enviei para esta lista um e-mail
intitulado “Que queremos nós?” que pretendia abrir uma discussão alargada a todos os membros da Associação Wikimedia Portugal sobre o nosso presente e o nosso futuro. Infelizmente, apesar de alguns mails e conversas particulares com alguns dos integrantes desta lista, nada de muito concreto foi aqui debatido. Saúdo, por isso, o ensejo do João Cruz em recuperar o assunto. Força, João, diz o que pensas!
Um abraço a todos,
Manuel de Sousa
*From:* wikimediapt-bounces@lists.wikimedia.org [mailto: wikimediapt-bounces@lists.wikimedia.org] *On Behalf Of *João Cruz *Sent:* quinta-feira, 14 de Outubro de 2010 20:22
*To:* wikimediapt@lists.wikimedia.pt *Subject:* Re: [wikimedia-pt] Questões "republicanas"
Conheço pessoalmente este editor embora ele não saiba quem eu sou na Wikipédia.
Monarca convicto e representante do Solar ou Casa de Lanhezes acha-se também representante dos Condes de Almada ou da família Almada.
O verbete da Casa de Lanhezes foi acompanhado por mim e pelo Darwin revertendo várias situações de claro POV do editor.
Preferia que esta lista fosse utilizada para debater os graves problemas que a AWP (o último encontro é prova disso.. ) enfrenta e/ou da própria Wikipédia em geral.
Cumprimentos,
João
No dia 14 de Outubro de 2010 20:11, Rui Silva ruizinhomoz@gmail.com escreveu:
Hehehe... Podíamos continuar a discutir aqui - no entanto, tu sabes muito mais do assunto do que eu! - e nunca acabarmos! Mas tenho a dizer-te (se calhar, já viste) que há outro usuário que mudou novamente a introdução e colocou um sumário agradável, mas eu lhe escrevi para ele colocar uma opinião na discussão. Se calhar, amanhã inda vou lá... Abraço e boa noite.
Rui Silva
No dia 14 de Outubro de 2010 18:20, Manuel de Sousa < manuel.sousa@exponor.pt> escreveu:
Obrigado pelas tuas simpáticas palavras, Rui.
Na verdade, há pessoas que acreditam tão veementemente nas suas "verdades" (sejam elas políticas, religiosas, futebolísticas ou outras) que se julgam dispensadas de as demonstrar factualmente, i.e. com fontes fiáveis. Acredito que o Lourenço julgue estar 100% correcto, sendo eu o intolerante! Já mo disse isso através de mensagem privada via Facebook e eu... convidei-o p/ tomar um café da próxima vez que se deslocar ao Porto! Eu contesto as ideias, não as pessoas.
Quanto a escrever ou não escrever alguma coisa na página de discussão: eu acho que escrever ajuda sempre. O Lourenço desconhece esta troca de mensagens entre nós e acho que era bom que percebesse que o que eu digo não é uma opinião pessoal minha, mas sim a aplicação (e até bastante "meiga" e paciente) das regras vigentes na Wikipédia. Por isso, se puderes, escreve qualquer coisa, mesmo que seja só para dizeres que concordas.
Sobre a definição de República: na verdade não se diz "...eleitos pelo Povo...", mas sim que "é uma forma de governo na qual um representante é escolhido pelos seus concidadãos para ser chefe de Estado durante um período limitado de tempo". Podia-se dizer que " é escolhido pelos seus concidadãos ou seus representantes", porque no Estado Novo, primeiro houve eleições presidenciais (apesar de manipuladas) e, depois do caso Humberto Delgado, o PR passou a ser eleito pela Assembleia Nacional. Mas na Assembleia estariam, podemos admitir, os representantes do povo. Tal como nos parlamentos das repúblicas do Leste Europeu, de Cuba, da China, etc. Isto tudo para dizer que república não é sinónimo de democracia mas há, mesmo que apenas teoricamente, um princípio de igualdade no acesso ao cargo público mais elevado na nação que, numa monarquia, está reservado ao filho do monarca. Há excepções, como tu referiste alguns reinos africanos tradicionais e, acrescentarei eu, o Vaticano, um estado sacerdotal monárquico.
Quanto à possível raiz grega da república, isso tem a ver com a má tradução da palavra grega "politeía". Cícero, entre outros escritores latinos, traduziu "politeía" para "res publica" que, por sua vez, passou a "república" pelos estudiosos do Renascimento. Esta não é uma tradução muito precisa e "politeía" é hoje geralmente traduzida por "forma de governo" ou "regime". No entanto, o nosso cariz conservador faz com que se mantenha a tradução original do título do grande trabalho de ciência política de Platão, "A República" -- "Politeía" no original.
Este e outros assuntos do género pretendia eu ver abordados na secção "Origem do termo" do artigo. Isto, é evidente, se pudermos descolar do parágrafo introdutório...
Um abraço e, uma vez mais, obrigado pelo incentivo.
Manuel de Sousa
Wikimedia Portugal http://www.wikimedia.pt ______________________________________________ WikimediaPT mailing list WikimediaPT@lists.wikimedia.org https://lists.wikimedia.org/mailman/listinfo/wikimediapt
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Wikimedia Portugal http://www.wikimedia.pt ______________________________________________ WikimediaPT mailing list WikimediaPT@lists.wikimedia.org https://lists.wikimedia.org/mailman/listinfo/wikimediapt
Caras e caros,
Ainda bem que a Associação Wikimedia Portugal parece estar a recuperar o ânimo com vista à comemoração do 10.º aniversário, mas eu trago aqui uma outra questão.
Como estarão lembrados, na sequência da falta de entendimento com o usuário Lourenço Almada (o tal «Monarca convicto», nas palavras do João) para a elaboração conjunta do artigo "República http://pt.wikipedia.org/wiki/Rep%C3%BAblica ", decidi não desistir e avançar sozinho. Num longo trabalho de formiguinha, lá fui escrevendo o artigo, seguindo o plano que eu próprio tinha proposto inicialmente na página de discussão. Para a parte da origem da palavra "república", da(s) histórias(s) da(s) república(s), do presidencialismo vs parlamentarismo e afins, eu pude basear-me ou, pelo menos, buscar alguma orientação, nas Wikipédias noutras línguas. No entanto, há uma secção completamente nova que não existe noutras línguas, a secção "Regimes republicanos nos países lusófonos http://pt.wikipedia.org/wiki/Rep%C3%BAblica#Regimes_republicanos_nos_pa.C3.ADses_lus.C3.B3fonos ". A ideia seria fazer um breve historial das vicissitudes das repúblicas dos países de língua portuguesa, o que me pareceu fazer todo o sentido numa Wikipédia lusófona.
Isto ainda não está concluído, porque faltam os textos sobre a Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste. Mas contacto-os porque gostaria que me dessem a vossa opinião e sugestões de melhoria sobre o que já foi feito. Gostava, especialmente, que o João Sousa opinasse sobre o texto de Angola; a Béria, sobre o Brasil; o Waldir, sobre Cabo Verde; o Rui Silva, sobre Moçambique; e todos, sobre Portugal.
Obrigado a todos e um abraço,
Manuel de Sousa
From: Manuel de Sousa Sent: sexta-feira, 15 de Outubro de 2010 10:05 To: 'wikimediapt@lists.wikimedia.org' Subject: RE: [wikimedia-pt] Questões "republicanas"
Dois comentários ao e-mail abaixo:
1. É curioso, mas todos os monárquicos que conheço são (ou alegam ser) descendentes de famílias aristocráticas. Isso deixa-me a sensação de que defendem a monarquia, não tanto porque esse seria o regime que melhor serviria o bem comum, mas muito mais porque essa seria quiçá a única forma de ganharem um prestígio e uma importância social que dificilmente conseguem alcançar numa sociedade que tente a privilegiar o mérito, mais do que o berço. Mas, posso estar a ser injusto neste meu julgamento...
2. [...]
Um abraço a todos,
Manuel de Sousa
From: wikimediapt-bounces@lists.wikimedia.org [mailto:wikimediapt-bounces@lists.wikimedia.org] On Behalf Of João Cruz Sent: quinta-feira, 14 de Outubro de 2010 20:22 To: wikimediapt@lists.wikimedia.pt Subject: Re: [wikimedia-pt] Questões "republicanas"
Conheço pessoalmente este editor embora ele não saiba quem eu sou na Wikipédia.
Monarca convicto e representante do Solar ou Casa de Lanhezes acha-se também representante dos Condes de Almada ou da família Almada.
O verbete da Casa de Lanhezes foi acompanhado por mim e pelo Darwin revertendo várias situações de claro POV do editor.
Preferia que esta lista fosse utilizada para debater os graves problemas que a AWP (o último encontro é prova disso.. ) enfrenta e/ou da própria Wikipédia em geral.
Cumprimentos,
João
No dia 14 de Outubro de 2010 20:11, Rui Silva ruizinhomoz@gmail.com escreveu:
Hehehe... Podíamos continuar a discutir aqui - no entanto, tu sabes muito mais do assunto do que eu! - e nunca acabarmos! Mas tenho a dizer-te (se calhar, já viste) que há outro usuário que mudou novamente a introdução e colocou um sumário agradável, mas eu lhe escrevi para ele colocar uma opinião na discussão. Se calhar, amanhã inda vou lá... Abraço e boa noite.
Rui Silva
No dia 14 de Outubro de 2010 18:20, Manuel de Sousa manuel.sousa@exponor.pt escreveu:
Obrigado pelas tuas simpáticas palavras, Rui. Na verdade, há pessoas que acreditam tão veementemente nas suas "verdades" (sejam elas políticas, religiosas, futebolísticas ou outras) que se julgam dispensadas de as demonstrar factualmente, i.e. com fontes fiáveis. Acredito que o Lourenço julgue estar 100% correcto, sendo eu o intolerante! Já mo disse isso através de mensagem privada via Facebook e eu... convidei-o p/ tomar um café da próxima vez que se deslocar ao Porto! Eu contesto as ideias, não as pessoas. Quanto a escrever ou não escrever alguma coisa na página de discussão: eu acho que escrever ajuda sempre. O Lourenço desconhece esta troca de mensagens entre nós e acho que era bom que percebesse que o que eu digo não é uma opinião pessoal minha, mas sim a aplicação (e até bastante "meiga" e paciente) das regras vigentes na Wikipédia. Por isso, se puderes, escreve qualquer coisa, mesmo que seja só para dizeres que concordas. Sobre a definição de República: na verdade não se diz "...eleitos pelo Povo...", mas sim que "é uma forma de governo na qual um representante é escolhido pelos seus concidadãos para ser chefe de Estado durante um período limitado de tempo". Podia-se dizer que " é escolhido pelos seus concidadãos ou seus representantes", porque no Estado Novo, primeiro houve eleições presidenciais (apesar de manipuladas) e, depois do caso Humberto Delgado, o PR passou a ser eleito pela Assembleia Nacional. Mas na Assembleia estariam, podemos admitir, os representantes do povo. Tal como nos parlamentos das repúblicas do Leste Europeu, de Cuba, da China, etc. Isto tudo para dizer que república não é sinónimo de democracia mas há, mesmo que apenas teoricamente, um princípio de igualdade no acesso ao cargo público mais elevado na nação que, numa monarquia, está reservado ao filho do monarca. Há excepções, como tu referiste alguns reinos africanos tradicionais e, acrescentarei eu, o Vaticano, um estado sacerdotal monárquico. Quanto à possível raiz grega da república, isso tem a ver com a má tradução da palavra grega "politeía". Cícero, entre outros escritores latinos, traduziu "politeía" para "res publica" que, por sua vez, passou a "república" pelos estudiosos do Renascimento. Esta não é uma tradução muito precisa e "politeía" é hoje geralmente traduzida por "forma de governo" ou "regime". No entanto, o nosso cariz conservador faz com que se mantenha a tradução original do título do grande trabalho de ciência política de Platão, "A República" -- "Politeía" no original. Este e outros assuntos do género pretendia eu ver abordados na secção "Origem do termo" do artigo. Isto, é evidente, se pudermos descolar do parágrafo introdutório... Um abraço e, uma vez mais, obrigado pelo incentivo. Manuel de Sousa
_______________________________________________ Wikimedia Portugal http://www.wikimedia.pt http://www.wikimedia.pt/ ______________________________________________ WikimediaPT mailing list WikimediaPT@lists.wikimedia.org https://lists.wikimedia.org/mailman/listinfo/wikimediapt
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Pela parte que me toca, e não sendo eu perito na história política cabo-verdiana, posso dizer que o texto parece-me muito bom e descreve bem os eventos históricos e a natureza dos dois períodos políticos pós-independência de Cabo Verde. Apenas acrescentei links para os símbolos que foram renovados, para permitir uma ilustração das alterações levadas a cabo.
Parabéns, Manuel, como sempre fizeste um excelente trabalho! :) Waldir
2010/12/6 Manuel de Sousa manuel.sousa@exponor.pt
Caras e caros,
Ainda bem que a Associação Wikimedia Portugal parece estar a recuperar o ânimo com vista à comemoração do 10.º aniversário, mas eu trago aqui uma outra questão.
Como estarão lembrados, na sequência da falta de entendimento com o usuário Lourenço Almada (o tal «Monarca convicto», nas palavras do João) para a elaboração conjunta do artigo "Repúblicahttp://pt.wikipedia.org/wiki/Rep%C3%BAblica", decidi não desistir e avançar sozinho. Num longo trabalho de formiguinha, lá fui escrevendo o artigo, seguindo o plano que eu próprio tinha proposto inicialmente na página de discussão. Para a parte da origem da palavra "república", da(s) histórias(s) da(s) república(s), do presidencialismo vs parlamentarismo e afins, eu pude basear-me ou, pelo menos, buscar alguma orientação, nas Wikipédias noutras línguas. No entanto, há uma secção completamente nova que não existe noutras línguas, a secção "Regimes republicanos nos países lusófonoshttp://pt.wikipedia.org/wiki/Rep%C3%BAblica#Regimes_republicanos_nos_pa.C3.ADses_lus.C3.B3fonos". A ideia seria fazer um breve historial das vicissitudes das repúblicas dos países de língua portuguesa, o que me pareceu fazer todo o sentido numa Wikipédia lusófona.
Isto ainda não está concluído, porque faltam os textos sobre a Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste. Mas contacto-os porque gostaria que me dessem a vossa opinião e sugestões de melhoria sobre o que já foi feito. Gostava, especialmente, que o João Sousa opinasse sobre o texto de Angola; a Béria, sobre o Brasil; o Waldir, sobre Cabo Verde; o Rui Silva, sobre Moçambique; e todos, sobre Portugal.
Obrigado a todos e um abraço,
Manuel de Sousa
*From:* Manuel de Sousa *Sent:* sexta-feira, 15 de Outubro de 2010 10:05 *To:* 'wikimediapt@lists.wikimedia.org' *Subject:* RE: [wikimedia-pt] Questões "republicanas"
Dois comentários ao e-mail abaixo:
- É curioso, mas todos os monárquicos que conheço são (ou alegam ser)
descendentes de famílias aristocráticas. Isso deixa-me a sensação de que defendem a monarquia, não tanto porque esse seria o regime que melhor serviria o bem comum, mas muito mais porque essa seria quiçá a única forma de ganharem um prestígio e uma importância social que dificilmente conseguem alcançar numa sociedade que tente a privilegiar o mérito, mais do que o berço. Mas, posso estar a ser injusto neste meu julgamento...
- [...]
Um abraço a todos,
Manuel de Sousa
*From:* wikimediapt-bounces@lists.wikimedia.org [mailto: wikimediapt-bounces@lists.wikimedia.org] *On Behalf Of *João Cruz *Sent:* quinta-feira, 14 de Outubro de 2010 20:22
*To:* wikimediapt@lists.wikimedia.pt *Subject:* Re: [wikimedia-pt] Questões "republicanas"
Conheço pessoalmente este editor embora ele não saiba quem eu sou na Wikipédia.
Monarca convicto e representante do Solar ou Casa de Lanhezes acha-se também representante dos Condes de Almada ou da família Almada.
O verbete da Casa de Lanhezes foi acompanhado por mim e pelo Darwin revertendo várias situações de claro POV do editor.
Preferia que esta lista fosse utilizada para debater os graves problemas que a AWP (o último encontro é prova disso.. ) enfrenta e/ou da própria Wikipédia em geral.
Cumprimentos,
João
No dia 14 de Outubro de 2010 20:11, Rui Silva ruizinhomoz@gmail.com escreveu:
Hehehe... Podíamos continuar a discutir aqui - no entanto, tu sabes muito mais do assunto do que eu! - e nunca acabarmos! Mas tenho a dizer-te (se calhar, já viste) que há outro usuário que mudou novamente a introdução e colocou um sumário agradável, mas eu lhe escrevi para ele colocar uma opinião na discussão. Se calhar, amanhã inda vou lá... Abraço e boa noite.
Rui Silva
No dia 14 de Outubro de 2010 18:20, Manuel de Sousa < manuel.sousa@exponor.pt> escreveu:
Obrigado pelas tuas simpáticas palavras, Rui.
Na verdade, há pessoas que acreditam tão veementemente nas suas "verdades" (sejam elas políticas, religiosas, futebolísticas ou outras) que se julgam dispensadas de as demonstrar factualmente, i.e. com fontes fiáveis. Acredito que o Lourenço julgue estar 100% correcto, sendo eu o intolerante! Já mo disse isso através de mensagem privada via Facebook e eu... convidei-o p/ tomar um café da próxima vez que se deslocar ao Porto! Eu contesto as ideias, não as pessoas.
Quanto a escrever ou não escrever alguma coisa na página de discussão: eu acho que escrever ajuda sempre. O Lourenço desconhece esta troca de mensagens entre nós e acho que era bom que percebesse que o que eu digo não é uma opinião pessoal minha, mas sim a aplicação (e até bastante "meiga" e paciente) das regras vigentes na Wikipédia. Por isso, se puderes, escreve qualquer coisa, mesmo que seja só para dizeres que concordas.
Sobre a definição de República: na verdade não se diz "...eleitos pelo Povo...", mas sim que "é uma forma de governo na qual um representante é escolhido pelos seus concidadãos para ser chefe de Estado durante um período limitado de tempo". Podia-se dizer que " é escolhido pelos seus concidadãos ou seus representantes", porque no Estado Novo, primeiro houve eleições presidenciais (apesar de manipuladas) e, depois do caso Humberto Delgado, o PR passou a ser eleito pela Assembleia Nacional. Mas na Assembleia estariam, podemos admitir, os representantes do povo. Tal como nos parlamentos das repúblicas do Leste Europeu, de Cuba, da China, etc. Isto tudo para dizer que república não é sinónimo de democracia mas há, mesmo que apenas teoricamente, um princípio de igualdade no acesso ao cargo público mais elevado na nação que, numa monarquia, está reservado ao filho do monarca. Há excepções, como tu referiste alguns reinos africanos tradicionais e, acrescentarei eu, o Vaticano, um estado sacerdotal monárquico.
Quanto à possível raiz grega da república, isso tem a ver com a má tradução da palavra grega "politeía". Cícero, entre outros escritores latinos, traduziu "politeía" para "res publica" que, por sua vez, passou a "república" pelos estudiosos do Renascimento. Esta não é uma tradução muito precisa e "politeía" é hoje geralmente traduzida por "forma de governo" ou "regime". No entanto, o nosso cariz conservador faz com que se mantenha a tradução original do título do grande trabalho de ciência política de Platão, "A República" -- "Politeía" no original.
Este e outros assuntos do género pretendia eu ver abordados na secção "Origem do termo" do artigo. Isto, é evidente, se pudermos descolar do parágrafo introdutório...
Um abraço e, uma vez mais, obrigado pelo incentivo.
Manuel de Sousa
Meus 5 cêntimos:
1. Era bom esplicar que o Getulio foi deposto depois da guerra mesmo o lado dele tenho ganho porque ele "simpatizava" com o Eixo. 2. A ditadura brasileira de 64-85 parece quase inofensiva naquele texto, o processo real foi muito mais sangrento. Não valeria a pena uma citação ao AI-5? 3. Os civis voltaram ao poder em 1985 mas aquele presidente não foi eleito, o primeiro presidente eleito dessa época foi o Collor, em 1989.
E faço minhas as palavras do Waldir: Excelente trabalho Manuel _____ Béria Lima (Beh)
No dia 6 de Dezembro de 2010 13:44, Waldir Pimenta waldir@email.comescreveu:
Pela parte que me toca, e não sendo eu perito na história política cabo-verdiana, posso dizer que o texto parece-me muito bom e descreve bem os eventos históricos e a natureza dos dois períodos políticos pós-independência de Cabo Verde. Apenas acrescentei links para os símbolos que foram renovados, para permitir uma ilustração das alterações levadas a cabo.
Parabéns, Manuel, como sempre fizeste um excelente trabalho! :) Waldir
2010/12/6 Manuel de Sousa manuel.sousa@exponor.pt
Caras e caros,
Ainda bem que a Associação Wikimedia Portugal parece estar a recuperar o ânimo com vista à comemoração do 10.º aniversário, mas eu trago aqui uma outra questão.
Como estarão lembrados, na sequência da falta de entendimento com o usuário Lourenço Almada (o tal «Monarca convicto», nas palavras do João) para a elaboração conjunta do artigo "Repúblicahttp://pt.wikipedia.org/wiki/Rep%C3%BAblica", decidi não desistir e avançar sozinho. Num longo trabalho de formiguinha, lá fui escrevendo o artigo, seguindo o plano que eu próprio tinha proposto inicialmente na página de discussão. Para a parte da origem da palavra "república", da(s) histórias(s) da(s) república(s), do presidencialismo vs parlamentarismo e afins, eu pude basear-me ou, pelo menos, buscar alguma orientação, nas Wikipédias noutras línguas. No entanto, há uma secção completamente nova que não existe noutras línguas, a secção "Regimes republicanos nos países lusófonoshttp://pt.wikipedia.org/wiki/Rep%C3%BAblica#Regimes_republicanos_nos_pa.C3.ADses_lus.C3.B3fonos". A ideia seria fazer um breve historial das vicissitudes das repúblicas dos países de língua portuguesa, o que me pareceu fazer todo o sentido numa Wikipédia lusófona.
Isto ainda não está concluído, porque faltam os textos sobre a Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste. Mas contacto-os porque gostaria que me dessem a vossa opinião e sugestões de melhoria sobre o que já foi feito. Gostava, especialmente, que o João Sousa opinasse sobre o texto de Angola; a Béria, sobre o Brasil; o Waldir, sobre Cabo Verde; o Rui Silva, sobre Moçambique; e todos, sobre Portugal.
Obrigado a todos e um abraço,
Manuel de Sousa
*From:* Manuel de Sousa *Sent:* sexta-feira, 15 de Outubro de 2010 10:05 *To:* 'wikimediapt@lists.wikimedia.org' *Subject:* RE: [wikimedia-pt] Questões "republicanas"
Dois comentários ao e-mail abaixo:
- É curioso, mas todos os monárquicos que conheço são (ou alegam ser)
descendentes de famílias aristocráticas. Isso deixa-me a sensação de que defendem a monarquia, não tanto porque esse seria o regime que melhor serviria o bem comum, mas muito mais porque essa seria quiçá a única forma de ganharem um prestígio e uma importância social que dificilmente conseguem alcançar numa sociedade que tente a privilegiar o mérito, mais do que o berço. Mas, posso estar a ser injusto neste meu julgamento...
- [...]
Um abraço a todos,
Manuel de Sousa
*From:* wikimediapt-bounces@lists.wikimedia.org [mailto: wikimediapt-bounces@lists.wikimedia.org] *On Behalf Of *João Cruz *Sent:* quinta-feira, 14 de Outubro de 2010 20:22
*To:* wikimediapt@lists.wikimedia.pt *Subject:* Re: [wikimedia-pt] Questões "republicanas"
Conheço pessoalmente este editor embora ele não saiba quem eu sou na Wikipédia.
Monarca convicto e representante do Solar ou Casa de Lanhezes acha-se também representante dos Condes de Almada ou da família Almada.
O verbete da Casa de Lanhezes foi acompanhado por mim e pelo Darwin revertendo várias situações de claro POV do editor.
Preferia que esta lista fosse utilizada para debater os graves problemas que a AWP (o último encontro é prova disso.. ) enfrenta e/ou da própria Wikipédia em geral.
Cumprimentos,
João
No dia 14 de Outubro de 2010 20:11, Rui Silva ruizinhomoz@gmail.com escreveu:
Hehehe... Podíamos continuar a discutir aqui - no entanto, tu sabes muito mais do assunto do que eu! - e nunca acabarmos! Mas tenho a dizer-te (se calhar, já viste) que há outro usuário que mudou novamente a introdução e colocou um sumário agradável, mas eu lhe escrevi para ele colocar uma opinião na discussão. Se calhar, amanhã inda vou lá... Abraço e boa noite.
Rui Silva
No dia 14 de Outubro de 2010 18:20, Manuel de Sousa < manuel.sousa@exponor.pt> escreveu:
Obrigado pelas tuas simpáticas palavras, Rui.
Na verdade, há pessoas que acreditam tão veementemente nas suas "verdades" (sejam elas políticas, religiosas, futebolísticas ou outras) que se julgam dispensadas de as demonstrar factualmente, i.e. com fontes fiáveis. Acredito que o Lourenço julgue estar 100% correcto, sendo eu o intolerante! Já mo disse isso através de mensagem privada via Facebook e eu... convidei-o p/ tomar um café da próxima vez que se deslocar ao Porto! Eu contesto as ideias, não as pessoas.
Quanto a escrever ou não escrever alguma coisa na página de discussão: eu acho que escrever ajuda sempre. O Lourenço desconhece esta troca de mensagens entre nós e acho que era bom que percebesse que o que eu digo não é uma opinião pessoal minha, mas sim a aplicação (e até bastante "meiga" e paciente) das regras vigentes na Wikipédia. Por isso, se puderes, escreve qualquer coisa, mesmo que seja só para dizeres que concordas.
Sobre a definição de República: na verdade não se diz "...eleitos pelo Povo...", mas sim que "é uma forma de governo na qual um representante é escolhido pelos seus concidadãos para ser chefe de Estado durante um período limitado de tempo". Podia-se dizer que " é escolhido pelos seus concidadãos ou seus representantes", porque no Estado Novo, primeiro houve eleições presidenciais (apesar de manipuladas) e, depois do caso Humberto Delgado, o PR passou a ser eleito pela Assembleia Nacional. Mas na Assembleia estariam, podemos admitir, os representantes do povo. Tal como nos parlamentos das repúblicas do Leste Europeu, de Cuba, da China, etc. Isto tudo para dizer que república não é sinónimo de democracia mas há, mesmo que apenas teoricamente, um princípio de igualdade no acesso ao cargo público mais elevado na nação que, numa monarquia, está reservado ao filho do monarca. Há excepções, como tu referiste alguns reinos africanos tradicionais e, acrescentarei eu, o Vaticano, um estado sacerdotal monárquico.
Quanto à possível raiz grega da república, isso tem a ver com a má tradução da palavra grega "politeía". Cícero, entre outros escritores latinos, traduziu "politeía" para "res publica" que, por sua vez, passou a "república" pelos estudiosos do Renascimento. Esta não é uma tradução muito precisa e "politeía" é hoje geralmente traduzida por "forma de governo" ou "regime". No entanto, o nosso cariz conservador faz com que se mantenha a tradução original do título do grande trabalho de ciência política de Platão, "A República" -- "Politeía" no original.
Este e outros assuntos do género pretendia eu ver abordados na secção "Origem do termo" do artigo. Isto, é evidente, se pudermos descolar do parágrafo introdutório...
Um abraço e, uma vez mais, obrigado pelo incentivo.
Manuel de Sousa
Wikimedia Portugal http://www.wikimedia.pt ______________________________________________ WikimediaPT mailing list WikimediaPT@lists.wikimedia.org https://lists.wikimedia.org/mailman/listinfo/wikimediapt
Olá Manuel, ainda bem que me convidaste para esta discussão pública, porque eu estava com umas espinhas atravessadas na garganta e agora vou "cuspi-las"... A 1ª foi tu teres movido a "Guerra de Desestabilização de Moçambique" para "Guerra Civil Moçambicana" com a justificação de ser "Nome mais apropriado". Quando vi os iw, decidi não me manifestar (embora não saiba se alguns deles foram igualmente movidos depois da tua acção), mas o facto é que nós aqui nunca falamos em "guerra civil". Mas como costuma dizer-se que não são os que vivem os acontecimentos que escrevem a História... Faz-me lembrar a "Guerra Civil Americana", sobre a qual ainda - ao fim de 200 anos! - se ouve muito boa gente, principalmente no Sul, a dizer "Não foi uma guerra civil, foi uma guerra-entre-os-estados!" De qualquer modo, achei a tua movimentação puramente "achista", e ainda acho - uma coisa que não devia sustentar as nossas edições na WP, principalmente em assuntos sensíveis!
Claro que eu já tinha lido o que escreveste sobre Moçambique no artigo República, que eu passei a vigiar desde que participei naquela discussão "anti-monárquica" (seria?...), e fiquei com vontade de colocar umas marcas de "sem-fontes" - por exemplo, na frase "período geralmente referido como a Primeira República" - referido por quem? Ou "O ano de 1990 trouxe profundas alterações..." - quais? a nova Constituição, claro, porque as "profundas alterações" tinham começado em 1987! E as novas "profundas alterações" só se deram em 1992... O resto, no que diz respeito às mudanças constitucionais ou no parlamento, estão assentes por fontes. E a frase "uma economia marcadamente intervencionista" deu-me vontade de colocar a marca de "parcial" - o que é que a Constituição de 1975 instituía em termos económicos?
Mas, como já escrevi, aceito que "a História é escrita pelos outros"... O que significa que espero que vás "adaptar" o artigo História de Moçambique, que eu criei (como para tantos outros países africanos) e parei de editar por falta de fontes credíveis, e o transformes numa "coisa" que tu consideras "mais apropriada". Claro que vou continuar a vigiar e retirarei excertos sem fontes e que eu "considere" errados. Claro que não estou contra melhorias na WP - e acho muito interessante que tenhas incluído esse capítulo sobre "as repúblicas" nos países lusófonos, embora pense que talvez não fosse o artigo mais "apropriado" para colocar essa informação... Mas estou contra a edição de coisas baseadas em achismo! Desculpa eu ter vindo desabafar aqui, em vez de na tua página de discussão, mas como puseste o assunto em público, eu também dou a minha opinião (o meu "achismo") em público. Continuação de bom trabalho.
Rui Silva
Rui,
Obrigado pela tua opinião. Creio que acreditarás que estou nisto de boa-fé e que tenho clara noção das limitações dos meus contributos na Wikipédia. É precisamente por isso que peço a opinião de outros, nomeadamente a tua, uma vez que, certamente, terás vivido na primeira pessoa os acontecimentos que são relatados na secção Moçambique do artigo República.
Ora, para além de me ter baseado nas informações já constantes noutros artigos da Wikipédia em português e em inglês, usei como fontes as que estão nas referências. Não serão as melhores -- bem sei --, mas é precisamente por ter noção disso que eu pedi a tua ajuda, para que pudesses não apenas apontar o que está mal, mas também -- e principalmente -- indicares-me o caminho mais assisado a seguir.
Perguntas-me onde fui buscar algumas frases/ideias que uso. Explico:
«"período geralmente referido como a Primeira República" - referido por quem?» fui buscar a http://www.noticiaslusofonas.com/view.php?load=arcview&article=438&c... , 11.º parágrafo, onde o deputado Lutero Simango da Renamo-UE diz «Existiu a primeira república (República Popular de Moçambique) e a segunda (República de Moçambique)»
«"O ano de 1990 trouxe profundas alterações..."» está aqui http://www.salcaldeira.com/ArtigosPT/PT/Evolucao%20Constitucional%20Na%20Rep... pág. 2, 2.º parágrafo: «A revisão constitucional ocorrida em 1990 trouxe alterações muito profundas em praticamente todos os campos da vida do País.»
«uma economia marcadamente intervencionista» fui buscar também a http://www.salcaldeira.com/ArtigosPT/PT/Evolucao%20Constitucional%20Na%20Rep... , 2.º parágrafo da pág. 1
Será "achismo", talvez. Mas certamente, não será meu. Ajudas-me a identificar melhores fontes?
Embora o propósito do meu pedido não tenha sido discutir esses assuntos, como tu começas exactamente por aí, aqui vai a minha defesa à tua acusação:
A mudança de "Guerra de Desestabilização de Moçambique" para "Guerra Civil Moçambicana" -- que já foi feita em Janeiro e não agora! -- ficou a dever-se exclusivamente à necessidade de adoptar um termo neutral e em linha com o que já acontecia nas outras línguas: "Mosambikanischer Bürgerkrieg" (de); "Mozambican Civil War" (en); "Guerra civil mozambiqueña" (es); "Guerre civile du Mozambique" (fr); etc. Tal como "Guerra Civil Angolana", por exemplo.
Foi "achismo" o que eu fiz, ou seria muito mais "achismo" a designação original de "Guerra de Desestabilização de Moçambique"? "Achismo" idêntico ao que, já agora, terá ditado a designação "Luta Armada de Libertação Nacional" que tu deste originalmente ao artigo que outrem, não eu, em boa hora moveu para "Guerra da Independência de Moçambique".
Obviamente que não vou andar a vasculhar a Wikipédia à procura de artigos teus para «"adaptar"», ou pô-los numa forma pretensamente «"mais apropriada"», porque nada me move contra ti. Antes pelo contrário! Mas já que referiste o artigo "História de Moçambique" fui vê-lo e, na verdade, fiquei surpreendido ao constatar que, um artigo tão longo, tem apenas uma referência!
Bem, fico a aguardar pela tua ajuda e espero que compreendas e aceites que, o facto de não estarmos sempre de acordo, não significa menos estima pessoal e que só se ganha com a pluralidade de pontos de vista.
Um abraço,
Manuel de Sousa
From: wikimediapt-bounces@lists.wikimedia.org [mailto:wikimediapt-bounces@lists.wikimedia.org] On Behalf Of Rui Silva Sent: segunda-feira, 6 de Dezembro de 2010 18:26 To: wikimediapt@lists.wikimedia.org Subject: Re: [wikimedia-pt] Questões "republicanas"
Olá Manuel, ainda bem que me convidaste para esta discussão pública, porque eu estava com umas espinhas atravessadas na garganta e agora vou "cuspi-las"... A 1ª foi tu teres movido a "Guerra de Desestabilização de Moçambique" para "Guerra Civil Moçambicana" com a justificação de ser "Nome mais apropriado". Quando vi os iw, decidi não me manifestar (embora não saiba se alguns deles foram igualmente movidos depois da tua acção), mas o facto é que nós aqui nunca falamos em "guerra civil". Mas como costuma dizer-se que não são os que vivem os acontecimentos que escrevem a História... Faz-me lembrar a "Guerra Civil Americana", sobre a qual ainda - ao fim de 200 anos! - se ouve muito boa gente, principalmente no Sul, a dizer "Não foi uma guerra civil, foi uma guerra-entre-os-estados!" De qualquer modo, achei a tua movimentação puramente "achista", e ainda acho - uma coisa que não devia sustentar as nossas edições na WP, principalmente em assuntos sensíveis!
Claro que eu já tinha lido o que escreveste sobre Moçambique no artigo República, que eu passei a vigiar desde que participei naquela discussão "anti-monárquica" (seria?...), e fiquei com vontade de colocar umas marcas de "sem-fontes" - por exemplo, na frase "período geralmente referido como a Primeira República" - referido por quem? Ou "O ano de 1990 trouxe profundas alterações..." - quais? a nova Constituição, claro, porque as "profundas alterações" tinham começado em 1987! E as novas "profundas alterações" só se deram em 1992... O resto, no que diz respeito às mudanças constitucionais ou no parlamento, estão assentes por fontes. E a frase "uma economia marcadamente intervencionista" deu-me vontade de colocar a marca de "parcial" - o que é que a Constituição de 1975 instituía em termos económicos?
Mas, como já escrevi, aceito que "a História é escrita pelos outros"... O que significa que espero que vás "adaptar" o artigo História de Moçambique, que eu criei (como para tantos outros países africanos) e parei de editar por falta de fontes credíveis, e o transformes numa "coisa" que tu consideras "mais apropriada". Claro que vou continuar a vigiar e retirarei excertos sem fontes e que eu "considere" errados. Claro que não estou contra melhorias na WP - e acho muito interessante que tenhas incluído esse capítulo sobre "as repúblicas" nos países lusófonos, embora pense que talvez não fosse o artigo mais "apropriado" para colocar essa informação... Mas estou contra a edição de coisas baseadas em achismo! Desculpa eu ter vindo desabafar aqui, em vez de na tua página de discussão, mas como puseste o assunto em público, eu também dou a minha opinião (o meu "achismo") em público. Continuação de bom trabalho.
Rui Silva
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Ora bem, Manuel, eu já estava preocupado por não responderes à minha "provocação" que, aliás, eu descrevi como um desabafo. É evidente que eu sei que estás nisto de boa-fé, mas erros toda a gente comete e o que eu fiz foi apontar alguns. Gostei da 1ª parte da tua resposta, mas a 2ª a seguir às referências pareceu-me num tom um pouco estranho - que eu entendo porque, realmente eu estava a fazer algumas acusações. A primeira era baseada no teu sumário de edição, que é o que está na moda... Mas fiquei preocupado por escreveres que "o propósito do meu pedido não tenha sido discutir esses assuntos" - qual era, então? Eu não tenho problema em discutir "estes assuntos" noutro lugar: nas nossas páginas de discussão, ou na discussão:República, tu dirás. Por isso, não vou responder às tuas "acusações" dos meus "achismos" sobre este assunto muito específico - será? a República em Moçambique... Pensei que tinhas colocado aqui a "questão republicana" para nós darmos as nossas opiniões sobre o que tu escreveste sobre as "nossas repúblicas". Agora fiquei na dúvida. Mas estou totalmente aberto para discutir essas questões, a falta de fontes "credíveis" ou "imparciais", etc. Só um exemplo: não tenho à mão a Constituição de 1975, mas tenho quase a certeza que a expressão "Luta Armada de Libertação Nacional" faz parte desse texto histórico - não foi achismo meu... Existe uma versão na web da História de Moçambique editada pela Frelimo, creio que no site Macua, mas não tenho a referência à mão. Vou procurar e, quando decidires onde podemos discutir estas questões, mando-ta. Abraço.
Rui Silva
No dia 7 de Dezembro de 2010 14:00, Manuel de Sousa <manuel.sousa@exponor.pt
escreveu:
Rui,
Obrigado pela tua opinião. Creio que acreditarás que estou nisto de boa-fé e que tenho clara noção das limitações dos meus contributos na Wikipédia. É precisamente por isso que peço a opinião de outros, nomeadamente a tua, uma vez que, certamente, terás vivido na primeira pessoa os acontecimentos que são relatados na secção Moçambique do artigo República.
Ora, para além de me ter baseado nas informações já constantes noutros artigos da Wikipédia em português e em inglês, usei como fontes as que estão nas referências. Não serão as melhores -- bem sei --, mas é precisamente por ter noção disso que eu pedi a tua ajuda, para que pudesses não apenas apontar o que está mal, mas também -- e principalmente -- indicares-me o caminho mais assisado a seguir.
Perguntas-me onde fui buscar algumas frases/ideias que uso. Explico:
«"período geralmente referido como a Primeira República" - referido por quem?» fui buscar a http://www.noticiaslusofonas.com/view.php?load=arcview&article=438&c..., 11.º parágrafo, onde o deputado Lutero Simango da Renamo-UE diz «Existiu a primeira república (República Popular de Moçambique) e a segunda (República de Moçambique)»
«"O ano de 1990 trouxe profundas alterações..."» está aqui http://www.salcaldeira.com/ArtigosPT/PT/Evolucao%20Constitucional%20Na%20Rep.... 2, 2.º parágrafo: «A revisão constitucional ocorrida em 1990 trouxe alterações muito profundas em praticamente todos os campos da vida do País.»
«uma economia marcadamente intervencionista» fui buscar também a http://www.salcaldeira.com/ArtigosPT/PT/Evolucao%20Constitucional%20Na%20Rep..., 2.º parágrafo da pág. 1
Será "achismo", talvez. Mas certamente, não será meu. Ajudas-me a identificar melhores fontes?
Embora o propósito do meu pedido não tenha sido discutir esses assuntos, como tu começas exactamente por aí, aqui vai a minha defesa à tua acusação:
A mudança de "Guerra de Desestabilização de Moçambique" para "Guerra Civil Moçambicana" -- que já foi feita em Janeiro e não agora! -- ficou a dever-se exclusivamente à necessidade de adoptar um termo neutral e em linha com o que já acontecia nas outras línguas: "Mosambikanischer Bürgerkrieg" (de); "Mozambican Civil War" (en); "Guerra civil mozambiqueña" (es); "Guerre civile du Mozambique" (fr); etc. Tal como "Guerra Civil Angolana", por exemplo.
Foi "achismo" o que eu fiz, ou seria muito mais "achismo" a designação original de "Guerra de Desestabilização de Moçambique"? "Achismo" idêntico ao que, já agora, terá ditado a designação "Luta Armada de Libertação Nacional" que tu deste originalmente ao artigo que outrem, não eu, em boa hora moveu para "Guerra da Independência de Moçambique".
Obviamente que não vou andar a vasculhar a Wikipédia à procura de artigos teus para «"adaptar"», ou pô-los numa forma pretensamente «"mais apropriada"», porque nada me move contra ti. Antes pelo contrário! Mas já que referiste o artigo "História de Moçambique" fui vê-lo e, na verdade, fiquei surpreendido ao constatar que, um artigo tão longo, tem apenas uma referência!
Bem, fico a aguardar pela tua ajuda e espero que compreendas e aceites que, o facto de não estarmos sempre de acordo, não significa menos estima pessoal e que só se ganha com a pluralidade de pontos de vista.
Um abraço,
Manuel de Sousa
*From:* wikimediapt-bounces@lists.wikimedia.org [mailto: wikimediapt-bounces@lists.wikimedia.org] *On Behalf Of *Rui Silva *Sent:* segunda-feira, 6 de Dezembro de 2010 18:26
*To:* wikimediapt@lists.wikimedia.org *Subject:* Re: [wikimedia-pt] Questões "republicanas"
Olá Manuel, ainda bem que me convidaste para esta discussão pública, porque eu estava com umas espinhas atravessadas na garganta e agora vou "cuspi-las"... A 1ª foi tu teres movido a "Guerra de Desestabilização de Moçambique" para "Guerra Civil Moçambicana" com a justificação de ser "Nome mais apropriado". Quando vi os iw, decidi não me manifestar (embora não saiba se alguns deles foram igualmente movidos depois da tua acção), mas o facto é que nós aqui nunca falamos em "guerra civil". Mas como costuma dizer-se que não são os que vivem os acontecimentos que escrevem a História... Faz-me lembrar a "Guerra Civil Americana", sobre a qual ainda - ao fim de 200 anos! - se ouve muito boa gente, principalmente no Sul, a dizer "Não foi uma guerra civil, foi uma guerra-entre-os-estados!" De qualquer modo, achei a tua movimentação puramente "achista", e ainda acho - uma coisa que não devia sustentar as nossas edições na WP, principalmente em assuntos sensíveis!
Claro que eu já tinha lido o que escreveste sobre Moçambique no artigo República, que eu passei a vigiar desde que participei naquela discussão "anti-monárquica" (seria?...), e fiquei com vontade de colocar umas marcas de "sem-fontes" - por exemplo, na frase "período geralmente referido como a Primeira República" - referido por quem? Ou "O ano de 1990 trouxe profundas alterações..." - quais? a nova Constituição, claro, porque as "profundas alterações" tinham começado em 1987! E as novas "profundas alterações" só se deram em 1992... O resto, no que diz respeito às mudanças constitucionais ou no parlamento, estão assentes por fontes. E a frase "uma economia marcadamente intervencionista" deu-me vontade de colocar a marca de "parcial" - o que é que a Constituição de 1975 instituía em termos económicos?
Mas, como já escrevi, aceito que "a História é escrita pelos outros"... O que significa que espero que vás "adaptar" o artigo História de Moçambique, que eu criei (como para tantos outros países africanos) e parei de editar por falta de fontes credíveis, e o transformes numa "coisa" que tu consideras "mais apropriada". Claro que vou continuar a vigiar e retirarei excertos sem fontes e que eu "considere" errados. Claro que não estou contra melhorias na WP - e acho muito interessante que tenhas incluído esse capítulo sobre "as repúblicas" nos países lusófonos, embora pense que talvez não fosse o artigo mais "apropriado" para colocar essa informação... Mas estou contra a edição de coisas baseadas em achismo! Desculpa eu ter vindo desabafar aqui, em vez de na tua página de discussão, mas como puseste o assunto em público, eu também dou a minha opinião (o meu "achismo") em público. Continuação de bom trabalho.
Rui Silva
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Rui,
Só hoje li o teu e-mail de ontem, por isso só hoje pude responder.
Quando disse «esses assuntos» referia-me à questão da mudança de "Guerra de Desestabilização de Moçambique" para "Guerra Civil Moçambicana". O propósito do meu e-mail foi especificamente colher contributos sobre o artigo "República" (uma vez que isso tinha sido discutido no âmbito desta lista) e não esgrimir argumentos sobre uma mudança feita num outro artigo há um ano atrás. Mas, como tu começaste por falar disso, dizendo que tinhas «umas espinhas atravessadas na garganta», achei que não devia ignorar o assunto.
Por mim, podemos discutir tudo em qualquer lado. Mas, visto que este diálogo ocorre numa lista, preferia que abordássemos apenas o artigo "República". Sobre o resto, podemos fazê-lo, por exemplo, nas páginas de discussão dos artigos em questão ("Guerra Civil Moçambicana", "Guerra da Independência de Moçambique", outros). Pode ser?
Um abraço,
Manuel de Sousa
From: wikimediapt-bounces@lists.wikimedia.org [mailto:wikimediapt-bounces@lists.wikimedia.org] On Behalf Of Rui Silva Sent: terça-feira, 7 de Dezembro de 2010 15:00 To: wikimediapt@lists.wikimedia.org Subject: Re: [wikimedia-pt] Questões "republicanas"
Ora bem, Manuel, eu já estava preocupado por não responderes à minha "provocação" que, aliás, eu descrevi como um desabafo. É evidente que eu sei que estás nisto de boa-fé, mas erros toda a gente comete e o que eu fiz foi apontar alguns. Gostei da 1ª parte da tua resposta, mas a 2ª a seguir às referências pareceu-me num tom um pouco estranho - que eu entendo porque, realmente eu estava a fazer algumas acusações. A primeira era baseada no teu sumário de edição, que é o que está na moda... Mas fiquei preocupado por escreveres que "o propósito do meu pedido não tenha sido discutir esses assuntos" - qual era, então? Eu não tenho problema em discutir "estes assuntos" noutro lugar: nas nossas páginas de discussão, ou na discussão:República, tu dirás. Por isso, não vou responder às tuas "acusações" dos meus "achismos" sobre este assunto muito específico - será? a República em Moçambique... Pensei que tinhas colocado aqui a "questão republicana" para nós darmos as nossas opiniões sobre o que tu escreveste sobre as "nossas repúblicas". Agora fiquei na dúvida. Mas estou totalmente aberto para discutir essas questões, a falta de fontes "credíveis" ou "imparciais", etc. Só um exemplo: não tenho à mão a Constituição de 1975, mas tenho quase a certeza que a expressão "Luta Armada de Libertação Nacional" faz parte desse texto histórico - não foi achismo meu... Existe uma versão na web da História de Moçambique editada pela Frelimo, creio que no site Macua, mas não tenho a referência à mão. Vou procurar e, quando decidires onde podemos discutir estas questões, mando-ta. Abraço.
Rui Silva
No dia 7 de Dezembro de 2010 14:00, Manuel de Sousa manuel.sousa@exponor.pt escreveu:
Rui,
Obrigado pela tua opinião. Creio que acreditarás que estou nisto de boa-fé e que tenho clara noção das limitações dos meus contributos na Wikipédia. É precisamente por isso que peço a opinião de outros, nomeadamente a tua, uma vez que, certamente, terás vivido na primeira pessoa os acontecimentos que são relatados na secção Moçambique do artigo República.
Ora, para além de me ter baseado nas informações já constantes noutros artigos da Wikipédia em português e em inglês, usei como fontes as que estão nas referências. Não serão as melhores -- bem sei --, mas é precisamente por ter noção disso que eu pedi a tua ajuda, para que pudesses não apenas apontar o que está mal, mas também -- e principalmente -- indicares-me o caminho mais assisado a seguir.
Perguntas-me onde fui buscar algumas frases/ideias que uso. Explico:
«"período geralmente referido como a Primeira República" - referido por quem?» fui buscar a http://www.noticiaslusofonas.com/view.php?load=arcview&article=438&c... , 11.º parágrafo, onde o deputado Lutero Simango da Renamo-UE diz «Existiu a primeira república (República Popular de Moçambique) e a segunda (República de Moçambique)»
«"O ano de 1990 trouxe profundas alterações..."» está aqui http://www.salcaldeira.com/ArtigosPT/PT/Evolucao%20Constitucional%20Na%20Rep... pág. 2, 2.º parágrafo: «A revisão constitucional ocorrida em 1990 trouxe alterações muito profundas em praticamente todos os campos da vida do País.»
«uma economia marcadamente intervencionista» fui buscar também a http://www.salcaldeira.com/ArtigosPT/PT/Evolucao%20Constitucional%20Na%20Rep... , 2.º parágrafo da pág. 1
Será "achismo", talvez. Mas certamente, não será meu. Ajudas-me a identificar melhores fontes?
Embora o propósito do meu pedido não tenha sido discutir esses assuntos, como tu começas exactamente por aí, aqui vai a minha defesa à tua acusação:
A mudança de "Guerra de Desestabilização de Moçambique" para "Guerra Civil Moçambicana" -- que já foi feita em Janeiro e não agora! -- ficou a dever-se exclusivamente à necessidade de adoptar um termo neutral e em linha com o que já acontecia nas outras línguas: "Mosambikanischer Bürgerkrieg" (de); "Mozambican Civil War" (en); "Guerra civil mozambiqueña" (es); "Guerre civile du Mozambique" (fr); etc. Tal como "Guerra Civil Angolana", por exemplo.
Foi "achismo" o que eu fiz, ou seria muito mais "achismo" a designação original de "Guerra de Desestabilização de Moçambique"? "Achismo" idêntico ao que, já agora, terá ditado a designação "Luta Armada de Libertação Nacional" que tu deste originalmente ao artigo que outrem, não eu, em boa hora moveu para "Guerra da Independência de Moçambique".
Obviamente que não vou andar a vasculhar a Wikipédia à procura de artigos teus para «"adaptar"», ou pô-los numa forma pretensamente «"mais apropriada"», porque nada me move contra ti. Antes pelo contrário! Mas já que referiste o artigo "História de Moçambique" fui vê-lo e, na verdade, fiquei surpreendido ao constatar que, um artigo tão longo, tem apenas uma referência!
Bem, fico a aguardar pela tua ajuda e espero que compreendas e aceites que, o facto de não estarmos sempre de acordo, não significa menos estima pessoal e que só se ganha com a pluralidade de pontos de vista.
Um abraço,
Manuel de Sousa
From: wikimediapt-bounces@lists.wikimedia.org [mailto:wikimediapt-bounces@lists.wikimedia.org] On Behalf Of Rui Silva Sent: segunda-feira, 6 de Dezembro de 2010 18:26
To: wikimediapt@lists.wikimedia.org
Subject: Re: [wikimedia-pt] Questões "republicanas"
Olá Manuel, ainda bem que me convidaste para esta discussão pública, porque eu estava com umas espinhas atravessadas na garganta e agora vou "cuspi-las"... A 1ª foi tu teres movido a "Guerra de Desestabilização de Moçambique" para "Guerra Civil Moçambicana" com a justificação de ser "Nome mais apropriado". Quando vi os iw, decidi não me manifestar (embora não saiba se alguns deles foram igualmente movidos depois da tua acção), mas o facto é que nós aqui nunca falamos em "guerra civil". Mas como costuma dizer-se que não são os que vivem os acontecimentos que escrevem a História... Faz-me lembrar a "Guerra Civil Americana", sobre a qual ainda - ao fim de 200 anos! - se ouve muito boa gente, principalmente no Sul, a dizer "Não foi uma guerra civil, foi uma guerra-entre-os-estados!" De qualquer modo, achei a tua movimentação puramente "achista", e ainda acho - uma coisa que não devia sustentar as nossas edições na WP, principalmente em assuntos sensíveis!
Claro que eu já tinha lido o que escreveste sobre Moçambique no artigo República, que eu passei a vigiar desde que participei naquela discussão "anti-monárquica" (seria?...), e fiquei com vontade de colocar umas marcas de "sem-fontes" - por exemplo, na frase "período geralmente referido como a Primeira República" - referido por quem? Ou "O ano de 1990 trouxe profundas alterações..." - quais? a nova Constituição, claro, porque as "profundas alterações" tinham começado em 1987! E as novas "profundas alterações" só se deram em 1992... O resto, no que diz respeito às mudanças constitucionais ou no parlamento, estão assentes por fontes. E a frase "uma economia marcadamente intervencionista" deu-me vontade de colocar a marca de "parcial" - o que é que a Constituição de 1975 instituía em termos económicos?
Mas, como já escrevi, aceito que "a História é escrita pelos outros"... O que significa que espero que vás "adaptar" o artigo História de Moçambique, que eu criei (como para tantos outros países africanos) e parei de editar por falta de fontes credíveis, e o transformes numa "coisa" que tu consideras "mais apropriada". Claro que vou continuar a vigiar e retirarei excertos sem fontes e que eu "considere" errados. Claro que não estou contra melhorias na WP - e acho muito interessante que tenhas incluído esse capítulo sobre "as repúblicas" nos países lusófonos, embora pense que talvez não fosse o artigo mais "apropriado" para colocar essa informação... Mas estou contra a edição de coisas baseadas em achismo! Desculpa eu ter vindo desabafar aqui, em vez de na tua página de discussão, mas como puseste o assunto em público, eu também dou a minha opinião (o meu "achismo") em público. Continuação de bom trabalho.
Rui Silva
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Estimado Manuel
Acho que fizeste um óptimo trabalho. Parabéns.
Abraço
João Miguel
No dia 6 de Dezembro de 2010 11:22, Manuel de Sousa <manuel.sousa@exponor.pt
escreveu:
Caras e caros,
Ainda bem que a Associação Wikimedia Portugal parece estar a recuperar o ânimo com vista à comemoração do 10.º aniversário, mas eu trago aqui uma outra questão.
Como estarão lembrados, na sequência da falta de entendimento com o usuário Lourenço Almada (o tal «Monarca convicto», nas palavras do João) para a elaboração conjunta do artigo "Repúblicahttp://pt.wikipedia.org/wiki/Rep%C3%BAblica", decidi não desistir e avançar sozinho. Num longo trabalho de formiguinha, lá fui escrevendo o artigo, seguindo o plano que eu próprio tinha proposto inicialmente na página de discussão. Para a parte da origem da palavra "república", da(s) histórias(s) da(s) república(s), do presidencialismo vs parlamentarismo e afins, eu pude basear-me ou, pelo menos, buscar alguma orientação, nas Wikipédias noutras línguas. No entanto, há uma secção completamente nova que não existe noutras línguas, a secção "Regimes republicanos nos países lusófonoshttp://pt.wikipedia.org/wiki/Rep%C3%BAblica#Regimes_republicanos_nos_pa.C3.ADses_lus.C3.B3fonos". A ideia seria fazer um breve historial das vicissitudes das repúblicas dos países de língua portuguesa, o que me pareceu fazer todo o sentido numa Wikipédia lusófona.
Isto ainda não está concluído, porque faltam os textos sobre a Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste. Mas contacto-os porque gostaria que me dessem a vossa opinião e sugestões de melhoria sobre o que já foi feito. Gostava, especialmente, que o João Sousa opinasse sobre o texto de Angola; a Béria, sobre o Brasil; o Waldir, sobre Cabo Verde; o Rui Silva, sobre Moçambique; e todos, sobre Portugal.
Obrigado a todos e um abraço,
Manuel de Sousa
*From:* Manuel de Sousa *Sent:* sexta-feira, 15 de Outubro de 2010 10:05 *To:* 'wikimediapt@lists.wikimedia.org' *Subject:* RE: [wikimedia-pt] Questões "republicanas"
Dois comentários ao e-mail abaixo:
- É curioso, mas todos os monárquicos que conheço são (ou alegam ser)
descendentes de famílias aristocráticas. Isso deixa-me a sensação de que defendem a monarquia, não tanto porque esse seria o regime que melhor serviria o bem comum, mas muito mais porque essa seria quiçá a única forma de ganharem um prestígio e uma importância social que dificilmente conseguem alcançar numa sociedade que tente a privilegiar o mérito, mais do que o berço. Mas, posso estar a ser injusto neste meu julgamento...
- [...]
Um abraço a todos,
Manuel de Sousa
*From:* wikimediapt-bounces@lists.wikimedia.org [mailto: wikimediapt-bounces@lists.wikimedia.org] *On Behalf Of *João Cruz *Sent:* quinta-feira, 14 de Outubro de 2010 20:22
*To:* wikimediapt@lists.wikimedia.pt *Subject:* Re: [wikimedia-pt] Questões "republicanas"
Conheço pessoalmente este editor embora ele não saiba quem eu sou na Wikipédia.
Monarca convicto e representante do Solar ou Casa de Lanhezes acha-se também representante dos Condes de Almada ou da família Almada.
O verbete da Casa de Lanhezes foi acompanhado por mim e pelo Darwin revertendo várias situações de claro POV do editor.
Preferia que esta lista fosse utilizada para debater os graves problemas que a AWP (o último encontro é prova disso.. ) enfrenta e/ou da própria Wikipédia em geral.
Cumprimentos,
João
No dia 14 de Outubro de 2010 20:11, Rui Silva ruizinhomoz@gmail.com escreveu:
Hehehe... Podíamos continuar a discutir aqui - no entanto, tu sabes muito mais do assunto do que eu! - e nunca acabarmos! Mas tenho a dizer-te (se calhar, já viste) que há outro usuário que mudou novamente a introdução e colocou um sumário agradável, mas eu lhe escrevi para ele colocar uma opinião na discussão. Se calhar, amanhã inda vou lá... Abraço e boa noite.
Rui Silva
No dia 14 de Outubro de 2010 18:20, Manuel de Sousa < manuel.sousa@exponor.pt> escreveu:
Obrigado pelas tuas simpáticas palavras, Rui.
Na verdade, há pessoas que acreditam tão veementemente nas suas "verdades" (sejam elas políticas, religiosas, futebolísticas ou outras) que se julgam dispensadas de as demonstrar factualmente, i.e. com fontes fiáveis. Acredito que o Lourenço julgue estar 100% correcto, sendo eu o intolerante! Já mo disse isso através de mensagem privada via Facebook e eu... convidei-o p/ tomar um café da próxima vez que se deslocar ao Porto! Eu contesto as ideias, não as pessoas.
Quanto a escrever ou não escrever alguma coisa na página de discussão: eu acho que escrever ajuda sempre. O Lourenço desconhece esta troca de mensagens entre nós e acho que era bom que percebesse que o que eu digo não é uma opinião pessoal minha, mas sim a aplicação (e até bastante "meiga" e paciente) das regras vigentes na Wikipédia. Por isso, se puderes, escreve qualquer coisa, mesmo que seja só para dizeres que concordas.
Sobre a definição de República: na verdade não se diz "...eleitos pelo Povo...", mas sim que "é uma forma de governo na qual um representante é escolhido pelos seus concidadãos para ser chefe de Estado durante um período limitado de tempo". Podia-se dizer que " é escolhido pelos seus concidadãos ou seus representantes", porque no Estado Novo, primeiro houve eleições presidenciais (apesar de manipuladas) e, depois do caso Humberto Delgado, o PR passou a ser eleito pela Assembleia Nacional. Mas na Assembleia estariam, podemos admitir, os representantes do povo. Tal como nos parlamentos das repúblicas do Leste Europeu, de Cuba, da China, etc. Isto tudo para dizer que república não é sinónimo de democracia mas há, mesmo que apenas teoricamente, um princípio de igualdade no acesso ao cargo público mais elevado na nação que, numa monarquia, está reservado ao filho do monarca. Há excepções, como tu referiste alguns reinos africanos tradicionais e, acrescentarei eu, o Vaticano, um estado sacerdotal monárquico.
Quanto à possível raiz grega da república, isso tem a ver com a má tradução da palavra grega "politeía". Cícero, entre outros escritores latinos, traduziu "politeía" para "res publica" que, por sua vez, passou a "república" pelos estudiosos do Renascimento. Esta não é uma tradução muito precisa e "politeía" é hoje geralmente traduzida por "forma de governo" ou "regime". No entanto, o nosso cariz conservador faz com que se mantenha a tradução original do título do grande trabalho de ciência política de Platão, "A República" -- "Politeía" no original.
Este e outros assuntos do género pretendia eu ver abordados na secção "Origem do termo" do artigo. Isto, é evidente, se pudermos descolar do parágrafo introdutório...
Um abraço e, uma vez mais, obrigado pelo incentivo.
Manuel de Sousa
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